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	<title>Flash Fiction &#187; Faroeste</title>
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	<description>Ficção em Drops</description>
	<lastBuildDate>Tue, 30 Jun 2020 23:21:03 +0000</lastBuildDate>
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		<title>Bang bang</title>
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		<pubDate>Mon, 17 Nov 2014 18:00:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Flash Fiction]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Faroeste]]></category>

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		<description><![CDATA[<p>O sangue comia a terra, os pedregulhos, o pó. Escorria do peito do Sr. Avarrias, homem rico e temido. As pernas formavam um V, o braço direito aberto, o sovaco aninhando o vermelho escuro. Perto dos dedos, o cano ainda quente. Costurra segurava a barriga, a mão molhada. Apontou o revólver para o rosto do homem, cutucou com o pé e viu que estava mesmo morto.</p>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>O sangue comia a terra, os pedregulhos, o pó. Escorria do peito do Sr. Avarrias, homem rico e temido. As pernas formavam um V, o braço direito aberto, o sovaco aninhando o vermelho escuro. Perto dos dedos, o cano ainda quente. Costurra segurava a barriga, a mão molhada. Apontou o revólver para o rosto do homem, cutucou com o pé e viu que estava mesmo morto.</p>
<p>Olhou ao redor. As pessoas chegavam, alertadas pelo barulho. Mais por costume que por qualquer coisa, chutou a arma caída para longe e guardou a sua no coldre. Com passos e dentes travados começou a andar. Encontrou o xerife no meio do caminho. Ergueu a mão solta.</p>
<p>O auxiliar se aproximou com a espingarda abaixada. Notou o sangue empapando a camisa. Ele tá ferido, chefe. Três meninos vinham atrás, na expectativa do segundo tiroteio, e xingaram ao perceber que as cortinas não tornariam a abrir. Que aconteceu? Ele matou o Sr. Avarrias. O xerife engoliu seco, a cara vermelha. Venha cá, cê vai preso. Tava indo pra lá mesmo. Então continua, desgraçado. Joumar, cuida disso. Só volta pra delegacia quando o presunto tiver no caixão.</p>
<p>Costurra sentou na cama da cela e o xerife do outro lado, na cadeirona de couro. Desembucha. Quero saber por que matou o homem. Não vai demorar pros capatazes dele descerem da fazenda espumando. Me engracei com a filha, o senhor sabe. Ele disse que eu era vagabundo, que era filho de puta, que valia o meu peso em bosta. Falei que ela dizia outra coisa quando abria as pernas. Ele sacou, saquei também. Deu no que deu. E a menina, onde é que anda? Em casa. Avisei que ia falar com o pai dela, ela sabia que ia dar merda. Tinha que tentar. Mas não engulo desaforo não.</p>
<p>Ouviram cascos num galope rápido, a vingança do Sr. Avarrias descendo a rua. Não tenho como te proteger, rapaz. Eles são no mínimo oito e vão entrar atirando. Eu sei. Ainda tô com cinco balas. Pega o meu revólver aqui, mais seis. Brigado, agora sai pelos fundos. Vou ficar. Larga de ser burro, se ficar vai pro inferno comigo. É meu trabalho, minha obrigação. Olha, se eu sobreviver manda buscar o doutor, parece que tem ferro quente nas minhas entranhas. Diabo, por que inventou de fazer isso, enfrentar o Avarrias desse jeito? Achou que ele não ia retrucar? Sou homem de falar na cara. E agora tá aí, fudido, meio morto e prestes a virar peneira, e a troco do quê? Ah, dane-se. O xerife pegou a espingarda, ficou atrás da porta, engatilhou. Que cê tá fazendo? Te ajudando, moleque. Vou perder o emprego, vou perder tudo, mas vamos ver se pelo menos salvo o teu couro.</p>
<p>Costurra sorriu, segurando cada revólver numa mão. Brigado, pai.</p>
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		<title>Johnny e o traidor (3) [#178]</title>
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		<pubDate>Tue, 01 Jul 2014 02:02:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Flash Fiction]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Faroeste]]></category>

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		<description><![CDATA[<p>Johnny surpreendeu o auxiliar do xerife com uma coronhada. O homem caiu.</p>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Johnny surpreendeu o auxiliar do xerife com uma coronhada. O homem caiu.</p>
<p>Vivo, então, disse uma voz. Johnny olhou pro lado. Apenas duas celas, e em uma delas Conneby, seu antigo chefe, líder do bando com o qual cavalgou por nove meses antes de ser deixado para morrer. Ele sorria, o dente podre ainda ali, sentado no chão, as costas na parede. Johnny arrastou o auxiliar desmaiado para dentro da cela vazia e o trancou lá.</p>
<p>Você tentou, Conneby. Eu não tentei porra nenhuma, moleque. Eu fiz. Fiz o que tinha que fazer. O que você acha que ia acontecer se não tivesse sido daquele jeito? Quem pode saber agora?, disse Johnny. Eu tinha que escolher alguém, garoto. Os homens iam nos alcançar, perdemos o Mule no banco, o xerife daquele pardieiro acertou o Doc na perna, nossos cavalos estavam cansados. Eu não podia deixar o Doc pra trás, quem ia cuidar da gente? O McGurt e o Bartleby tavam comigo há mais de dois anos. O Caroly conhecia o território melhor que eu. Sobrou você.</p>
<p>Claro, Conneby. E o jeito mais fácil foi dar um tiro no meu cavalo e me deixar pra atrasá-los. Ótima ideia. Se eu morresse no fim. Como você sobreviveu, guri?, Conneby quis saber. Eram dez homens atrás da gente. Você não tinha tanta bala. Eu peguei o revólver do Mule, Conneby, e ele só atirou duas vezes. Eu tinha dez balas, uma pra cada. Usei o corpo do cavalo como cobertura. Impossível, disse Conneby. Eu não estaria aqui agora se fosse impossível, imbecil.</p>
<p>Sua vingança não deu muito certo. Eu vou morrer pela manhã. Tudo o que você vai fazer é adiantar o serviço em algumas horas. Desde que seja pelas minhas mãos, disse Johnny. Reconhece a arma? Conneby estreitou os olhos e depois os arregalou. Eu vendi assim que nos separamos. Eu sei que você vendeu, disse Johnny. Comprei do sujeito que serrou ela, montei de novo e a trouxe aqui pra acabar com a tua raça. Pra que tanto trabalho, guri?</p>
<p>Johnny encaixou a escopeta num dos vãos da grade. Conneby não tentou suplicar. A primeira bala foi no meio do peito, a segunda na cabeça. Johnny jogou a arma dentro da cela, saiu, subiu no cavalo e seguiu viagem, sabendo que logo viriam em seu encalço. Como sempre vinham. Como sempre viriam.</p>
<hr />
<p><em>*Este foi o último capítulo da Trilogia Faroeste. Confira os outros:<br />
<a href="http://flashfiction.com.br/johnny-e-a-espingarda-serrada-1-176/" title="FF #176 - Johnny e a espingarda serrada (1)">[1] Johnny e a espingarda serrada</a><br />
<a href="http://flashfiction.com.br/johnny-e-a-cidade-no-vale-2-177/" title="FF #177 - Johnny e a cidade no vale (2)">[2] Johnny e a cidade no vale</a></p>
<p>**Antes de se ver enredado nessa busca por vingança, Johnny fez seu nome com uma Bowie. Confira <a href="http://flashfiction.com.br/johnny-voltou-171/" title="FF #171 - Johnny voltou">AQUI</a>.</em></p>
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		<title>Johnny e a cidade no vale (2) [#177]</title>
		<link>http://flashfiction.com.br/johnny-e-a-cidade-no-vale-2-177/</link>
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		<pubDate>Tue, 01 Jul 2014 01:58:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Flash Fiction]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Faroeste]]></category>

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		<description><![CDATA[<p>Johnny sentia as nádegas suadas coladas na sela. O cavalo bufava, gingando nas quatro patas. À tarde alcançaram uma nascente correndo de uma pequena embocadura de pedra e desaparecendo na areia. Cavalo e cavaleiro beberam a água quente e arenosa.</p>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Johnny sentia as nádegas suadas coladas na sela. O cavalo bufava, gingando nas quatro patas. À tarde alcançaram uma nascente correndo de uma pequena embocadura de pedra e desaparecendo na areia. Cavalo e cavaleiro beberam a água quente e arenosa.</p>
<p>Encheu o cantil, lavou o rosto e seguiu viagem. Acampou sob a proteção de um grande álamo no início das encostas, e sentiu o vento gelado varrer as rochas e a areia e as ossadas descarnadas de animais selvagens e acariciar a crina espevitada do cavalo e sua própria pele grossa de sujeira. Bebeu água e não fez fogo. Se enrolou no cobertor e dormiu.</p>
<p>Só no fim do dia seguinte chegou à cidade, encaixada no fundo do vale como um pedaço gordo de carne no fundo da panela, as luzes na neblina feito vaga-lumes salpicando a escuridão que ganhava corpo. Amarrou a montaria, entrou no bar, tomou duas doses de uísque observando as mesas. Poucos clientes naquela noite fria, mas o homem que procurava estava ali, olhos semiabertos na plateia dispersa de uma mesa de pôquer, tão bêbado que nem havia percebido o próprio revólver caído no chão aos pés da cadeira. Johnny pediu o guisado de coelho com milho torrado e mais umas doses e esperou o homem despertar da sua embriaguez e se atirar porta afora. Seguiu-o e derrubou-o e engatilhou o revólver na sua cabeça.</p>
<p>O Conneby, disse. Onde ele tá? O homem balbuciou algo. Onde ele tá? Preso, o homem disse. Matou três soldados. Vai ser enforcado pela manhã. Não vai não, disse Johnny, e atirou. Saiu de cima do corpo, desamarrou o cavalo, montou e foi na direção da cadeia.</p>
<hr />
<p><em>*Este foi o segundo capítulo da Trilogia Faroeste. Confira os outros:<br />
<a href="http://flashfiction.com.br/johnny-e-a-espingarda-serrada-1-176/" title="FF #176 - Johnny e a espingarda serrada (1)">[1] Johnny e a espingarda serrada</a><br />
<a href="http://flashfiction.com.br/johnny-e-o-traidor-3-178/" title="FF #178 - Johnny e o traidor (3)">[3] Johnny e o traidor</a></em></p>
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		<title>Johnny e a espingarda serrada (1) [#176]</title>
		<link>http://flashfiction.com.br/johnny-e-a-espingarda-serrada-1-176/</link>
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		<pubDate>Tue, 01 Jul 2014 01:56:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Flash Fiction]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Faroeste]]></category>

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		<description><![CDATA[<p>Johnny entrou na oficina do ferrador, ergueu o saco e deixou cair na bancada a espingarda de cano duplo e as pontas serradas dos canos.</p>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Johnny entrou na oficina do ferrador, ergueu o saco e deixou cair na bancada a espingarda de cano duplo e as pontas serradas dos canos.</p>
<p>Dia, disse por sobre a barba embolotada embaixo da boca feito um ninho. Dia, disse o ferrador. Parece que o trabalho aí já tá feito. Precisa que eu lixe as pontas? Não, preciso que junte tudo de novo. O homem franziu a testa. Preciso que junte tudo de novo, cole os canos, dê um jeito.</p>
<p>O senhor não entende muito disso, creio, o ferrador disse. Johnny tirou do bolso uma moeda de cinco dólares. Não, não entendo. Entendo de dinheiro. Entendo que você trabalha se eu pagar. Entendo que não precisa explicar o que alguém entende ou deixa de entender, que abrir a boca não faz parte da porra do serviço.</p>
<p>O ferrador engoliu saliva, não disse que só trabalhava com ferraduras. Analisou a espingarda. Era um modelo velho, o cão enferrujado segurando um pedaço de pederneira quebrado nas pontas, a caçoleta raspada, a madeira da coronha cheia de talhos. Tão carcomida que não serviria para trocar por uma garrafa de rum.</p>
<p>Talvez se eu desmontar a arma e derreter os canos e fundi-los novamente, mas não tenho o molde nem as ferramentas. Mais fácil comprar outra. Por que precisa dos canos inteiros se ela funciona assim? Johnny cuspiu no chão. Eu só preciso de dois tiros, um de cada cano. Bem, posso fundir as pontas e lixar o interior. Ficará feia de doer, mas deve funcionar pra dois tiros. Johnny assentiu.</p>
<p>O ferrador pegou a moeda e os pedaços da arma e foi pros fundos da oficina.</p>
<hr />
<p><em>*Este foi o primeiro capítulo da Trilogia Faroeste. Confira os outros:<br />
<a href="http://flashfiction.com.br/johnny-e-a-cidade-no-vale-2-177/" title="FF #177 - Johnny e a cidade no vale (2)">[2] Johnny e a cidade no vale</a><br />
<a href="http://flashfiction.com.br/johnny-e-o-traidor-3-178/" title="FF #178 - Johnny e o traidor (3)">[3] Johnny e o traidor</a></em></p>
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		<title>Johnny voltou [#171]</title>
		<link>http://flashfiction.com.br/johnny-voltou-171/</link>
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		<pubDate>Tue, 01 Jul 2014 01:46:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Flash Fiction]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Faroeste]]></category>

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		<description><![CDATA[<p>Por trás da testa vincada, dos rasgos enegrecidos na bochecha, do pedaço de orelha, dos tufos de cabelo, se escondia um moleque de 19 anos.</p>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Por trás da testa vincada, dos rasgos enegrecidos na bochecha, do pedaço de orelha, dos tufos de cabelo, se escondia um moleque de 19 anos.</p>
<p>- Que tu tá fazendo aqui, guri?</p>
<p>- Eu disse que ia voltar.</p>
<p>- Disse nada.</p>
<p>- Eu disse. E voltei.</p>
<p>Johnny já não era mais moleque, claro, não depois de amarrar um homem pelo calcanhar num galho e talhar um risco na garganta por onde pingou a noite toda, deixando os focinhos dos lobos manchados e os abutres fartos por dois dias.</p>
<p>- E aí que tu voltou? Que tu vai fazer?</p>
<p>- Que tu acha que eu vou fazer? Me diz, desgraçado, se tem uma última coisa que eu posso fazer nesse mundo de Deus, o que tu acha que eu vou fazer?</p>
<p>- Tu cresceu mas não é grande que chega.</p>
<p>Johnny já não era mais moleque, claro, não depois de deixar um rastro de suor revolvido na terra por todo aquele extenso território, não depois de gastar o fígado no uísque azedo e lamber o fundo dos barris e vomitar e dormir no colchão do próprio vômito, não depois de sentar nas cadeiras de um puteiro atrás do outro e arrancar gritos e depositar um possível herdeiro de vento em cada par de pernas abertas que o acolheu de mau ou bom grado.</p>
<p>- Vem cá, então. Vem ver o moleque que tu desafiou a voltar.</p>
<p>- Tu não é nada. Uma titica. Um verme. Um peido que nem feder fede.</p>
<p>- Tá vendo a Bowie? Comprei só pra você. Vem. Vem.</p>
<p>Johnny já não era mais moleque, claro, não depois de ser expulso pelo padrasto que matou a mãe a pancadas. Não depois de cavalgar com professores dedicados e aprender a força, o roubo e a morte. Não depois de abrir o bucho do cavalo no deserto e beber o sangue quente e morder o lombo duro pra sobreviver. Não depois de deformar as solas dos pés na rocha sulfurosa, não depois de afiar os dentes na areia, não depois de vestir sangue seco e pó e torrar no sol.</p>
<p>O padrasto tentou revidar. Johnny sorriu, passou a Bowie pelo pescoço, chutou a cabeça porta afora, pregou-a no chão pela boca, o punhal marrom da faca cuspido feito língua da terra. Entrou, serviu um copo de uísque, chutou o corpo mole e bebeu.</p>
<hr />
<p><em>*Anos mais tarde, Johnny voltou para protagonizar outra história do universo Flash Fiction, uma trilogia. Confira:<br />
<a title="FF #176 - Johnny e a espingarda serrada (1)" href="http://flashfiction.com.br/johnny-e-a-espingarda-serrada-1-176/">[1] Johnny e a espingarda serrada</a><br />
<a title="FF #177 - Johnny e a cidade no vale (2)" href="http://flashfiction.com.br/johnny-e-a-cidade-no-vale-2-177/">[2] Johnny e a cidade no vale</a><br />
<a title="FF #178 - Johnny e o traidor (3)" href="http://flashfiction.com.br/johnny-e-o-traidor-3-178/">[3] Johnny e o traidor</a></em></p>
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