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	<title>Flash Fiction &#187; Sem categoria</title>
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	<description>Ficção em Drops</description>
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		<title>Hei, Hou, Borunga chegou [história inédita na Mafagafo]</title>
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		<pubDate>Tue, 30 Jun 2020 23:21:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Flash Fiction]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>

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		<description><![CDATA[<p style="color: #202020;"><span style="color: rgb(128, 128, 128);">[Este post é a cópia da última newsletter enviada aos assinantes. Se ainda não assina a nossa News, clique <a title="Newsletter Flash FIction" href="https://flashfiction.us11.list-manage.com/subscribe?u=15c7ebd01cab49425576c3053&#38;id=738ce9aa80" target="_blank"><span style="color: rgb(128, 128, 128);">AQUI</span></a>).</span></p>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="color: #202020;"><span style="color: rgb(128, 128, 128);">[Este post é a cópia da última newsletter enviada aos assinantes. Se ainda não assina a nossa News, clique <a title="Newsletter Flash FIction" href="https://flashfiction.us11.list-manage.com/subscribe?u=15c7ebd01cab49425576c3053&amp;id=738ce9aa80" target="_blank"><span style="color: rgb(128, 128, 128);">AQUI</span></a>).</span></p>
<p style="color: #202020;">
<p style="color: rgb(32, 32, 32); text-align: center;"><a href="http://flashfiction.com.br/wp-content/uploads/2020/06/capa-mafagafo_junho.jpg"><img class="alignnone size-large wp-image-2863" src="http://flashfiction.com.br/wp-content/uploads/2020/06/capa-mafagafo_junho-723x1024.jpg" alt="Capa Mafagafo S03E06" width="610" height="863" /></a></p>
<p style="color: rgb(32, 32, 32); text-align: center;">MAFAGAFO é uma revista digital de ficção científica e fantasia brasileira que traz, na sua 3ª temporada, um conto ou uma noveleta inédito todo mês.</p>
<p style="text-align: center;"><a style="color: #007c89;" title="Mafagafo S03E06 - Hei, hou, Borunga chegou" href="https://mafagaforevista.com.br/edicao-3-junho" target="_blank" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=https://flashfiction.us11.list-manage.com/track/click?u%3D15c7ebd01cab49425576c3053%26id%3De79138826f%26e%3D85d50fa396&amp;source=gmail&amp;ust=1593644140252000&amp;usg=AFQjCNEZfsCyztLl2hld4CsYqoCjkuwBag">https://mafagaforevista.com.<wbr />br/edicao-3-junho</a></p>
<p style="text-align: center;">&#8220;Hei, hou, Borunga chegou&#8221; é a edição de junho, de minha autoria. Tenho um carinho especial por essa revista, da qual participo desde a 1ª temporada de uma forma ou de outra, e dos nomes que ela tem revelado ou evidenciado desde que foi criada.</p>
<p style="text-align: center;">Aqui a sinopse da história:</p>
<h4 style="color: rgb(32, 32, 32); text-align: center;">Ribu, uma garota humana, é salva da destruição da Terra pela tripulação alienígena do navio Borunga. Aos sete anos, descobre que o Borunga é uma embarcação que atravessa o multiverso buscando planetas e mundos prestes a morrer e salva deles um único espécime inteligente. Depois de cinco anos na embarcação, Ribu se torna uma de suas mais confiáveis marujas, titular nas missões de resgate. É quando é escalada para salvar Kérrera, uma menina-ovo, que logo se torna sua amiga — e também estopim de muitas mudanças no navio.</h4>
<hr style="color: #202020;" />
<p style="text-align: center;">
<p style="text-align: center;">Bastante diferente do trabalho que faço no Flash Fiction, onde a brevidade e a concisão são essenciais, essa história do Borunga tem cerca de 17.400 palavras. É uma leitura que exige mais de hora, e é também o tipo de narrativa ao qual tenho me dedicado mais em tempos recentes.</p>
<p style="text-align: center;">Na última vez em que nos comunicamos, no início de 2019, eu previa um retorno muito próximo do FF. Mas acabei me dispersando, me dedicando a outros projetos e recorrendo a um pedido de férias premium deste projeto de minicontos que toquei quase ininterruptamente por cinco anos. Chegando perto dos 500 drops, percebi que talvez seria bom recarregar as baterias. Continuo afirmando, aos que me perguntam, que o FF está apenas em hiato. Vai voltar. Mas obviamente já não faço previsões, costumo errar bastante nelas. Continuo produzindo, e vou informando vocês de novidades por aqui, a conta-gotas, até nosso retorno definitivo.</p>
<hr style="color: #202020;" />
<p style="text-align: center;">
<p style="text-align: center;"><img class="CToWUd a6T" tabindex="0" src="https://ci4.googleusercontent.com/proxy/hDazI-sSYjjUvfgjL64FITZy-jjMw-VopoO2YfAYDsipm5P1Xde5Qonu9rFgJBub8rRxr8KaSBfOHyxMdYeDNDZeB4ZdGq_xODpEWXgB5VGHbKQZCVrm9liBvkSKMfTx4BvH56cPjO_VdVgZYNpRLYT7KyNO1g=s0-d-e1-ft#https://mcusercontent.com/15c7ebd01cab49425576c3053/images/e2d36861-799a-4c5e-b247-a851f0e418d2.png" alt="" width="200" height="200" /><br />
<em>Logo da Magafafo</em></p>
<p style="text-align: center;">Voltando à Mafagafo, apesar dela ser uma revista independente, procura se aproximar o máximo possível do cuidado editorial do mercado profissional. Assim, para esta <a style="color: #007c89;" title="Mafagafo 3ª Temporada" href="https://mafagaforevista.com.br/edicao-3/" target="_blank" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=https://flashfiction.us11.list-manage.com/track/click?u%3D15c7ebd01cab49425576c3053%26id%3D09dbcea6ae%26e%3D85d50fa396&amp;source=gmail&amp;ust=1593644140252000&amp;usg=AFQjCNGxPN9R1m4qPc_eJq0uwS14KKeC-Q">temporada</a> de 2020, a Mafagafo mudou o seu formato, convidando 12 editores com experiência variada no mercado de ficção especulativa e abrindo uma chamada para autores enviarem o material. Não a história inteira, mas o pitch (uma explanação do conceito), um resumo do enredo e uma mostra do início da história.</p>
<p style="text-align: center;">Foram 140 inscrições ao todo, e 12 dessas histórias foram selecionadas para ser lidas na totalidade. O editor que escolheu a história do Borunga e a editou foi o <a style="color: #007c89;" title="Site do Rodrigo van Kampen" href="https://rodrigovankampen.com.br/blog/sobre/" target="_blank" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=https://flashfiction.us11.list-manage.com/track/click?u%3D15c7ebd01cab49425576c3053%26id%3Da272ff5006%26e%3D85d50fa396&amp;source=gmail&amp;ust=1593644140252000&amp;usg=AFQjCNH9L1cNLQAO-dfCInaHYcUQqmrgBw">Rodrigo van Kampen</a>, o desbravador editor da revista <a style="color: #007c89;" title="Revista Trasgo" href="https://trasgo.com.br/" target="_blank" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=https://flashfiction.us11.list-manage.com/track/click?u%3D15c7ebd01cab49425576c3053%26id%3D376890261c%26e%3D85d50fa396&amp;source=gmail&amp;ust=1593644140252000&amp;usg=AFQjCNFtxjvZNqLlMQbizSGS6oKJIcqJhQ">Trasgo</a> (curiosamente, inspiração inicial da Mafagafo).</p>
<p style="text-align: center;">Assim, a primeira versão da história (que passou pela leitura beta de três amigues querides), com cerca de 12 mil palavras, foi transformada e aprofundada até alcançar o tamanho atual, devido às provocações do Rodrigo. Por fim o André Caniato (outro editor, este da <a style="color: #007c89;" title="Plutão Livros" href="https://www.plutaolivros.com.br/" target="_blank" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=https://flashfiction.us11.list-manage.com/track/click?u%3D15c7ebd01cab49425576c3053%26id%3Df004a385e0%26e%3D85d50fa396&amp;source=gmail&amp;ust=1593644140252000&amp;usg=AFQjCNGkQ4AYLsDqobJFhv5BLwMjR98bTg">Plutão Livros</a>), fez a preparação e revisão da história.</p>
<p style="text-align: center;">Outra feliz coincidência foi a escolha do <a style="color: #007c89;" title="Instagram Mário Neves" href="https://www.instagram.com/mariohsneves/" target="_blank" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=https://flashfiction.us11.list-manage.com/track/click?u%3D15c7ebd01cab49425576c3053%26id%3D73b1e65081%26e%3D85d50fa396&amp;source=gmail&amp;ust=1593644140252000&amp;usg=AFQjCNGsS7Y_-Qwc8DM203GClvrdi75Qeg">Mário Neves</a> pra ilustrar essa capa fueda. O Mário é conterrâneo cuiabano, amigo de épocas de colégio, e acabou se candidatando pra vaga de ilustrador por minha enchição de saco. Ele escolheu dar vida à gangue que você vê acima, alguns dos marujos amigos de Ribu e ela, em destaque. Não preciso nem dizer que ainda trabalharemos juntos em outras coisas. A direção de arte da revista é da <a style="color: #007c89;" title="Site da Giovanna Cianelli" href="http://giovannacianelli.com/" target="_blank" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=https://flashfiction.us11.list-manage.com/track/click?u%3D15c7ebd01cab49425576c3053%26id%3De75e71ef86%26e%3D85d50fa396&amp;source=gmail&amp;ust=1593644140252000&amp;usg=AFQjCNFSMcdA2q93DYPlCXtx2a6m3qH1mA">Giovanna Cianelli</a>, que tem feito novas versões animais de alguns clássicos da Editora Aleph.</p>
<p style="text-align: center;">E a editora-chefe, que tornou toda essa aventura possível, é a <a style="color: #007c89;" title="Site da Jana Bianchi" href="https://janabianchi.com.br/" target="_blank" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=https://flashfiction.us11.list-manage.com/track/click?u%3D15c7ebd01cab49425576c3053%26id%3De272571c76%26e%3D85d50fa396&amp;source=gmail&amp;ust=1593644140253000&amp;usg=AFQjCNGf0gvQsSLDBXqGQdGZLMS-pp1_rQ">Jana Bianchi</a>. Veja como as coisas são conectadas: muitos anos atrás, eu e Jana publicamos alguns dos nossos primeiros contos numa mesma edição da Trasgo. Foi assim que nos conhecemos. E ela teve uma ideia maravilhosa: a de criar um financiamento coletivo recorrente pra que a Mafagafo pudesse pagar todos os profissionais envolvidos na feitura da revista. Ele continua ativo, e é através dele que leitores podem auxiliar a publicação, já que todo o conteúdo é gratuito, direto no site ou em arquivos <em>epub </em>e <em>mobi </em>pra leitores digitais.</p>
<p style="text-align: center;"><a style="color: #007c89;" title="Catarse Mafagafo" href="https://www.catarse.me/mafagafo" target="_blank" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=https://flashfiction.us11.list-manage.com/track/click?u%3D15c7ebd01cab49425576c3053%26id%3Dfc0369839a%26e%3D85d50fa396&amp;source=gmail&amp;ust=1593644140253000&amp;usg=AFQjCNEQOHMVdX0qvmYFwHYN9G9-PHgX_A">https://www.catarse.me/<wbr />mafagafo</a></p>
<p style="text-align: center;">Não só isso: além da Mafagafo, o carro-chefe, foi criada a Faísca, que é uma newsletter semanal de, adivinhe, flash fiction, ou minicontos, ou ficção relâmpago, editada pela Jana e pela <a style="color: #007c89;" title="Site da Fernanda Castro" href="https://fernandacastro.me/" target="_blank" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=https://flashfiction.us11.list-manage.com/track/click?u%3D15c7ebd01cab49425576c3053%26id%3D77d342fba8%26e%3D85d50fa396&amp;source=gmail&amp;ust=1593644140253000&amp;usg=AFQjCNGPMiqtum0LceSzts0FPADfPiD8Kg">Fernanda Castro</a>. A Faísca segue os exatos moldes daqui da newsletter do Flash Fiction: contos entre 300 a 1.000 palavras, semanais, direto na sua caixa de e-mail. Se você gosta de fantasia e ficção científica, de flashes e quer receber mais deles, recomendo com força.</p>
<p style="text-align: center;"><a style="color: #007c89;" title="Newsletter Faísca" href="https://mafagaforevista.us7.list-manage.com/subscribe?u=0c26a194c1656a552ae57f65d&amp;id=9dc0bf37b9" target="_blank" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=https://flashfiction.us11.list-manage.com/track/click?u%3D15c7ebd01cab49425576c3053%26id%3D90c740b908%26e%3D85d50fa396&amp;source=gmail&amp;ust=1593644140253000&amp;usg=AFQjCNFHsaJqP5767DVdU425j3NqDIniig">AQUI</a> você pode assinar a newsletter.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="CToWUd a6T" tabindex="0" src="https://ci3.googleusercontent.com/proxy/w16zST3IcNSxfina1gh0RxQkVIC4YgHxDiO4mcbVLxCugRWBUgvMojoVy-7TlZl90nFvtL8vmIM4G4eXx6CTIu_qI18D0vpbv8bRwIZyJCQ2udij5U-chlR9Ox2aqJH0-Cz2tA3t3PXwff62iIlewjunw4nWQw=s0-d-e1-ft#https://mcusercontent.com/15c7ebd01cab49425576c3053/images/58d1b02d-1fba-4dd6-85ef-ca2fa4010635.png" alt="" width="200" height="200" /><br />
<em>Logo da Faísca</em></p>
<p style="text-align: center;">Por acaso, essa semana marca o fim da segunda temporada, a terceira começa em agosto. A cada temporada abrem novas submissões, então se você escreve, procure informações no site da Mafagafo e você pode ter sua publicação garantida prum público médio atual de 1.500 assinantes, com o alcance adicional das redes. Acho que nunca citei a Faísca aqui na newsletter, mas já divulguei bastante o trabalho pelas páginas. Estava devendo essa e agora, enfim, não há mais desculpa.</p>
<hr style="color: #202020;" />
<p style="text-align: center;">
<p style="text-align: center;">É isso.</p>
<p style="text-align: center;">Quis aproveitar esse espaço mais íntimo da News pra citar todas essas pessoas e conexões e bastidores e deixar bem claro que a literatura, em alguma medida, é um trabalho colaborativo. E é melhor por isso. Tem muita gente envolvida em qualquer livro que chega às nossas mãos, embora o crédito costume ser sempre do autor. O cimento é dele, mas a pintura, o ar-condicionado (principalmente em Cuiabá) e a decoração fazem diferença, e essa é a função de outras pessoas. O mercado é sempre um sistema, um arremedo de continuidades e encontros, alguns ao acaso, mas nem sempre. E há pessoas construindo coisas dignas de nota, apenas aguardando a chegada de visitantes, de leitores, de entusiastas. O bacana é procurar, sair da casca, não deixar apenas as filtragens comerciais e padronizadas orientarem o que consumimos e o que, consequentemente, nos transforma.</p>
<p style="text-align: center;">Por fim, também aproveito esse espaço pra te dar um oi, sei que faz tempo que não apareço. Nem preciso dizer que estamos atravessando um período difícil, de transformação profunda da nossa rotina. Qualquer um que se informe encontra isso de sobra. Nessas horas a arte tem esse poder revitalizador de transposição, de preenchimento, de sobrevida, de sossego.</p>
<p style="text-align: center;">Espero que o <a title="Hei, hou, Borunga chegou" href="https://mafagaforevista.com.br/edicao-3-junho" target="_blank">Borunga </a>seja um espaço de acolhimento pra você também.</p>
<p style="text-align: center;">Até breve,<br />
-Santiago Santos</p>
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		<title>Retrospectiva 2018 do Flash Fiction</title>
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		<pubDate>Wed, 16 Jan 2019 17:55:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Flash Fiction]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>

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		<description><![CDATA[<p>Em 2018 foram publicados 38 drops no Flash Fiction.</p>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Em 2018 foram publicados 38 drops no Flash Fiction.</p>
<p>Sabe aquela regra humana dos 5 segundos que se aplica à comida que cai no chão? (Pra nós duendes são 5 dias; o limo, a terra e os fungos são um tempero e tanto). Então. Aqui aplicamos uma regra análoga pra essa primeira quinzena do ano como publicações do ano passado. O patrão Santiago Santos ficou chateado porque os drops já tavam embalados na fábrica, mas a culpa foi em parte dele. No churrasco de confraternização de final do ano, ele achou que, dados os cinco anos da nossa escravização voluntária, merecíamos algo melhor. E eis que vieram as linguiças com limão siciliano e ervas, as picanhas gordinhas e os engradados de Heineken. Ficamos tão felizes que o coma alcoólico se arrastou e a ressaca foi a mais longa até hoje (um dos nossos ainda não acordou do coma, quis fazer viradinha de licor de pequi pra encerrar com chave de ouro, e a gente avisou…).</p>
<p>Como sempre, tentamos fazer nossa própria eleição interna, com direito a justificativas em gráfico dos preferidos da equipe, mas a megalomania e falta de apreço conhecidas de longa data do nosso mestre se mostraram novamente inabaláveis, e postamos aqui a sua lista dos seus 5 melhores na íntegra, com seus habituais comentários de bastidores.</p>
<p>Para o ano de 2019 (pro que resta dele), o patrão vem conspirando pra criar algo diferente do que já rolou nesses 5 anos de FF. Pelo jeito, é a ideia mais megalomaníaca a sair da cabeça do muchacho. Então, aguardemos. Queríamos antecipar a data de início aqui, mas dado o nosso deslize, fomos proibidos. Em breve, muito em breve, novas infos.</p>
<p>Tiraremos o resto de janeiro pra dar uma geral no lado de cá do Rio Cuiabá, que tá uma sujeira só. Aproveite pra jogar fora as meias velhas e dar uma geral naquele quartinho dos fundos você também.</p>
<p>Inté!</p>
<h4 style="text-align: center;">TOP 5 DO FLASH FICTION EM 2018</h4>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://flashfiction.com.br/wp-content/uploads/2018/09/FF-430.png"><img class="aligncenter wp-image-2709 size-medium" src="http://flashfiction.com.br/wp-content/uploads/2018/09/FF-430-300x112.png" alt="FF-#430" width="300" height="112" /></a></p>
<p style="text-align: center;"><a title="As muitas vidas do açougue do caolho" href="http://flashfiction.com.br/as-muitas-vidas-do-acougue-do-caolho/" target="_blank">#5 &#8211; As muitas vidas do açougue do caolho (FF #430)</a></p>
<blockquote><p>&#8220;A fagulha pra esse drop, como foi muito comum em 2018, foi uma imagem forte de algum seriado que assistia na época. Nesse caso, a segunda temporada de Fargo, uma série baseada no fodástico filme homônimo dos irmãos Coen de 1996, criada e co-escrita por Noah Hawley, o mesmo que tem feito um trabalho ultra psicodélico e digno dos X-Men do Grant Morrison na mais recente série Legion. Mas divago. O que me marcou foram as passagens do personagem Ed Blumquist (Jesse Plemons) em seu trabalho de assistente de açougueiro. Na série, ele também planeja comprar e tocar açougue do seu chefe. Essa foi a imagem por trás do conto, o resto foi criado tendo em mente uma cidade pequena e pessoas e famílias que se conhecem há gerações, narrados em segunda pessoa por esse conhecido próximo onisciente que vai e volta na cronologia, estabelecendo a linha do tempo do açougue. O personagem principal é o próprio estabelecimento, penso, narrado através daqueles que trabalharam nele.&#8221;</p></blockquote>
<p><a href="http://flashfiction.com.br/wp-content/uploads/2018/12/FF-439.png"><img class="aligncenter wp-image-2772 size-medium" src="http://flashfiction.com.br/wp-content/uploads/2018/12/FF-439-300x112.png" alt="FF-#439" width="300" height="112" /></a></p>
<p style="text-align: center;"><a title="Uma montanha que se ergue do vale em dia de chuva" href="http://flashfiction.com.br/uma-montanha-que-se-ergue-do-vale-em-dia-de-chuva/" target="_blank">#4 &#8211; Uma montanha que se ergue do vale em dia de chuva (FF #439)</a></p>
<blockquote><p>&#8220;O primeiro de uma série do personagem Matanari. Não achei que fosse se tornar uma série, mas logo vieram o segundo (FF #442) e o terceiro (FF #447). O resultado aqui é muito mais próximo do material que o inspirou, que é o mangá Path of the Assassin, escrito por Kazuo Koike e desenhado por Goseki Kojima, a mesma dupla do fantástico Lobo Solitário, publicado no Japão entre 1978 e 1984. Mais do que a história do suppa ou shinobi ou ninja Hattori Hanzo e do daimyo Ieyasu Tokugawa, é a história da relação entre os dois, que com o tempo se torna também uma forte amizade. Hattori Hanzo se tornou o mais habilidoso suppa de sua época, e foi em grande parte responsável pelo sucesso nas intrigas políticas e nos combates de seu senhor, que se tornaria o primeiro xogum da terceira linhagem do xogunato japonês, a Tokugawa, que duraria de 1600 até a Restauração Meiji, em 1868. A história segue os personagens desde que são reunidos, por volta dos 15 anos de idade, até pouco antes do início do xogunato. Matanari é um suppa baseado em Hattori Hanzo (se você acha esse nome familiar, não é coincidência &#8211; o suppa serviu de base para muitos personagens da cultura pop, e até então minha referência era a do forjador de espadas de Kill Bill, de Quentin Tarantino) e os coadjuvantes seriam algo como amálgamas de outros personagens e figuras da época, situados aqui em uma história de intrigas à parte. Alguns termos e características culturais refletem também a profunda pesquisa histórica feita por Koike.&#8221;</p></blockquote>
<p><a href="http://flashfiction.com.br/wp-content/uploads/2018/04/FF-419.png"><img class="aligncenter wp-image-2500 size-medium" src="http://flashfiction.com.br/wp-content/uploads/2018/04/FF-419-300x112.png" alt="FF-#419" width="300" height="112" /></a></p>
<p style="text-align: center;"><a title="Dos buracos da estrada de chão" href="http://flashfiction.com.br/dos-buracos-da-estrada-de-chao/" target="_blank">#3 &#8211; Dos buracos da estrada de chão (FF #419)</a></p>
<blockquote><p>&#8220;A imagem inspiradora aqui é da série Boardwalk Empire, de Terence Winter, que conta a história do império de contrabando de Nucky Thompson (Steve Buscemi) em Atlantic City. A história começa na noite do estabelecimento da proibição das bebidas alcoólicas nos EUA em 1920 e vai até a sua revogação pelo congresso em 1933, e envolve grandes nomes que enriqueceram e se tornaram famosos na época, como Al Capone, Arnold Rothstein, Lucky Luciano, Johnny Torrio e Joe Masseria (curiosidade: o primeiro episódio é praticamente um filme dirigido por Martin Scorsese). Não consigo lembrar de alguma cena específica, mas foram as várias viagens feitas naqueles carangos pretos com suas rodonas e pequenas cabines que cristalizaram essa ideia de uma morte à beira da estrada testemunhada sem querer por uma criança inocente no banco traseiro. Pensei em como seria interessante narrar algo tão violento pelos olhos do garoto que acorda, sonolento, vai fazer xixi e logo volta a dormir.&#8221;</p></blockquote>
<p><a href="http://flashfiction.com.br/wp-content/uploads/2018/06/FF-428.png"><img class="aligncenter wp-image-2549 size-medium" src="http://flashfiction.com.br/wp-content/uploads/2018/06/FF-428-300x112.png" alt="FF-#428" width="300" height="112" /></a></p>
<p style="text-align: center;"><a title="A chegada do cachimbo encerado" href="http://flashfiction.com.br/a-chegada-do-cachimbo-encerado/" target="_blank">#2 &#8211; A chegada do cachimbo encerado (FF #428)</a></p>
<blockquote><p>&#8220;Outra imagem, mas essa aqui do livraço Noite Dentro da Noite, de Joca Reiners Terron. O protagonista, nesse momento do romance apenas um garoto, vê o tio, que praticamente desconhece, na varanda de casa. Foi uma passagem que me marcou bastante, e aqui quis explorar a história de um desconhecido que chega com a pior notícia possível para dar ao sobrinho. A carga desse drop é tão grande que eu me emocionei além da conta escrevendo e me emociono sempre que releio (e já recebi notícia de leitores que se sentiram do mesmo jeito). Isso mostra, como diz o Alan Moore, que uma obra de arte só pode provocar emoção no público na mesma medida em que provoca no criador.&#8221;</p></blockquote>
<p><a href="http://flashfiction.com.br/wp-content/uploads/2019/01/FF-448.png"><img class="aligncenter wp-image-2817 size-medium" src="http://flashfiction.com.br/wp-content/uploads/2019/01/FF-448-300x112.png" alt="FF-#448" width="300" height="112" /></a></p>
<p style="text-align: center;"><a title="Do tempo que resta" href="http://flashfiction.com.br/do-tempo-que-resta/" target="_blank">#1 &#8211; Do tempo que resta (FF #448)</a></p>
<blockquote><p>&#8220;Este drop, escrito especialmente pra figurar na lista de ficções relâmpago da Revista Mafagafo no meio de 2018, foi publicado em novembro (mais infos no fim do próprio drop) e republicado aqui como último do ano. Não há, em nível consciente, uma inspiração particular para essa história. Lembro de sentar e visualizar um pirata velho, todo tosco e detonado, à frente do seu navio enquanto avançava pelo mar. A história foi brotando conforme eu escrevia. No retorno para a cabina, uma cativa, sem dúvida com qualidades mágicas, resgatada de uma ilha misteriosa. E aí um feitiço, a chegada à sua própria ilha de origem e a troca com a sua mãe, uma bruxa poderosa, por justamente aquilo que ele já não possuía na imagem inicial que delineou o conto. Nas releituras, achei que foi um acerto o aparo da linguagem e as transições de narração para diálogo, sem contar o final, que encontra um senso de finitude que encapsula o conto de forma poética. É um típico universo que parece não se conter nas menos de 1.000 palavras que o emolduram, e essa sensação de supressão de um universo é uma das coisas mais ricas que se pode construir sem construir na ficção breve.&#8221;</p></blockquote>
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		<title>Retrospectiva 2017 do Flash Fiction</title>
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		<pubDate>Thu, 21 Dec 2017 20:39:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Flash Fiction]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>

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		<description><![CDATA[<p>Em 2017 foram publicados 44 drops inéditos no Flash Fiction.</p>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Em 2017 foram publicados 44 drops inéditos no Flash Fiction.</p>
<p>Como sempre, esse opressor megalomaníaco e ocasional escritor, Santiago Santos, nos obrigou a fazer uma postagem com sua lista de preferidos do ano (com a qual discordamos veementemente, claro) relatada e transcrita no churrasco de fim de ano da firma. Nesse ano tivemos só linguiça, que as coisas ainda não melhoraram tanto, e a proximidade do esgoto que desemboca no rio Cuiabá, no bairro Porto, para onde nos mudamos, tirou o apetite do mestre para peixes na brasa. Ainda assim, melhor que amendoim. O engradado de Brahma litrão esteve presente, pelo menos.</p>
<p>Vale lembrar que ele não leva nada técnico em conta nessas escolhas, apenas seu nada exato &#8220;apelo emocional&#8221;. Já apontamos, cansamos de apontar (duendes são famosamente insistentes) que essa questão afetiva de um dado drop leva em conta muitas vezes coisas que fogem à apreensão dos leitores, como referências pessoais a personagens ou passagens ou ambientes, uma atmosfera particular que nada diz aos outros, uma linguagem que ele considera bacana mas nada tem de inovadora, etc. Ele nos mandou tomar no rabo e abrir outra Brahma litrão. Então é isso. Funcionários funcionando.</p>
<p>As menções honrosas com alguns dos nossos preferidos, que sempre inserimos aqui e ele, já de férias, nem se importa mesmo, nesse ano foram: o causo do Matias, tubarão sangue bom, em <a title="Matias é um bom companheiro" href="http://flashfiction.com.br/matias-e-um-bom-companheiro/" target="_blank">Matias é um bom companheiro</a>, a fuga de uma escrava e a perseguição de seu capataz em <a title="Dos rios que correm negros" href="http://flashfiction.com.br/dos-rios-que-correm-negros/" target="_blank">Dos rios que correm negros</a>, o Coophamil de uma Cuiabá cyberpunk e seu recém-chegado exilado singapurense em <a title="De códigos genéticos e pães franceses" href="http://flashfiction.com.br/de-codigos-geneticos-e-paes-franceses/" target="_blank">De códigos genéticos e pães franceses</a> e a série pós-apocalíptica em 5 partes do moko <a title="Berátna :uno :lar doce lar" href="http://flashfiction.com.br/beratna-uno-lar-doce-lar/" target="_blank">Berátna</a>.</p>
<p>Boas festas, boas leituras e nos encontramos aqui em breve.</p>
<p>Até 2018!</p>
<h4 style="text-align: center;">TOP 5 do Flash Fiction em 2017</h4>
<p><a href="http://flashfiction.com.br/wp-content/uploads/2017/07/FF-390.png"><img class="aligncenter wp-image-2312 size-large" src="http://flashfiction.com.br/wp-content/uploads/2017/07/FF-390-1024x385.png" alt="FF-#390" width="610" height="229" /></a></p>
<p style="text-align: center;">#5 - <a title="Do dia em que a menina bonita morreu" href="http://flashfiction.com.br/do-dia-em-que-a-menina-bonita-morreu/" target="_blank">Do dia em que a menina bonita morreu</a></p>
<blockquote><p>&#8220;Esse drop empresta muito da série pós-apocalíptica Sweet Tooth, HQ mensal da Vertigo publicada entre 2009 e 2013, num total de 40 edições. Foi escrita e desenhada por Jeff Lemire, um fenômeno canadense das HQs que continua arrebentando, seja em seus gibis independentes ou trabalhando com personagens das grandes editoras. Em Sweet Tooth, os personagens principais são Gus, um garoto híbrido com traços de cervo, e Jepperd, um homem casca-grossa que se torna seu companheiro em um mundo devastado. Os dois são a inspiração para os personagens deste drop, ou ao menos a relação que eles desenvolvem. Escrevi logo após ler o arco final da série. A linguagem ingênua e infantil do narrador em primeira pessoa lembra a de Gus. É uma voz que gosto bastante de trabalhar: a da primeira pessoa não tão preocupada com as acurácias de estilo e com a beleza; simplista, reduzida, repetitiva e bem próxima da gente.&#8221;</p></blockquote>
<hr />
<p><a href="http://flashfiction.com.br/wp-content/uploads/2017/11/FF-406.png"><img class="aligncenter wp-image-2418 size-large" src="http://flashfiction.com.br/wp-content/uploads/2017/11/FF-406-1024x385.png" alt="FF-#406" width="610" height="229" /></a></p>
<p style="text-align: center;">#4 &#8211; <a title="Dos nomes que damos aos filhos" href="http://flashfiction.com.br/dos-nomes-que-damos-aos-filhos/" target="_blank">Dos nomes que damos aos filhos</a></p>
<blockquote><p>&#8220;Escrito numa breve fase em que li a bibliografia da Elvira Vigna (falecida este ano), este drop tem algo do seu universo. Não houve uma tentativa de replicar traços da sua linguagem, despojada e moderna e sempre muito exata, que costuma ter frases mais curtas, nem de seus enredos abertos e sua inclinação constante pro crime, ainda que nem sempre como ponto gravitacional dos livros. Mas há o foco numa mulher de meia idade bem resolvida, dona de si, num ambiente que não é o meu mas foi o dela, em seus últimos anos de vida (São Paulo), e uma tentativa de explorar a personalidade que é moldada pelos conflitos e temas familiares que a precedem. Gosto das longas frases e de um cotidiano bem definido que se desenha nesse curto espaço. Também da ligação telefônica que é revelada mas nunca mostrada.&#8221;</p></blockquote>
<hr />
<p><a href="http://flashfiction.com.br/wp-content/uploads/2017/11/FF-405.png"><img class="aligncenter wp-image-2412 size-large" src="http://flashfiction.com.br/wp-content/uploads/2017/11/FF-405-1024x385.png" alt="FF-#405" width="610" height="229" /></a></p>
<p style="text-align: center;">#3 &#8211; <a title="Vontade é coisa mambembe" href="http://flashfiction.com.br/vontade-e-coisa-mambembe/" target="_blank">Vontade é coisa mambembe</a></p>
<blockquote><p>&#8220;Daqueles drops que descambam pruma coisa insólita, algo nas fronteiras do realismo mágico. A maioria deles começa com uma cena qualquer, que vai revelando seu entorno enquanto escrevo. Nesse, foi a cena de um personagem e seu hipopótamo olhando pela cerca do circo, inspirado por <a title="Fotos históricas - hipopótamo de circo" href="http://www.pavablog.com/wp-content/uploads/2013/09/fotos-historicas-2.jpg" target="_blank">essa foto aqui</a>. Outras histórias, que são mais puxadas por um enredo prévio ao qual me atenho, parecem nunca ter um elemento orgânico de <em>trajeto</em> que identifico nesses minicontos feitos de supetão. Eu não esperava que a história de Chico e Valdivo fosse acabar onde acabou. Mas ela só me toca tanto por causa disso, pelo fim que preenche todo o resto. Canso de ver reafirmado o conselho de tantos mestre da literatura: não é tanto a ideia, mas é a forma como você a apresenta.&#8221;</p></blockquote>
<hr />
<p><a href="http://flashfiction.com.br/wp-content/uploads/2017/06/FF-386.png"><img class="aligncenter wp-image-2294 size-large" src="http://flashfiction.com.br/wp-content/uploads/2017/06/FF-386-1024x385.png" alt="FF-#386" width="610" height="229" /></a></p>
<p style="text-align: center;">#2 - <a title="Das formas de encontrar a cura" href="http://flashfiction.com.br/das-formas-de-encontrar-a-cura/" target="_blank">Das formas de encontrar a cura</a></p>
<blockquote><p>&#8220;Novamente o insólito. Este é um conto custoso de ler. Começa com a ferida na perna do protagonista e avança pro desvelamento de personagens atormentadas e a casa onde tudo aconteceu. Acompanhar a narrativa pelo viés do agressor não é algo muito fácil, e dosar essa terceira pessoa para não entrar nos detalhes do passado e nos méritos do que habita cada personagem me pareceu o maior desafio. Os diálogos me soam fortes e intrusivos demais, mas achei melhor isso que a elipse ou outras formas de mostrar as intenções do protagonista. Também é algo que aproxima o leitor da territorialidade, do palpável do conto, já que os personagens fogem da caracterização humana e a passagem do tempo soa indefinida, deixando tudo com um aspecto etéreo ou mitológico. O diálogo embrutece, o que me soou necessário.&#8221;</p></blockquote>
<hr />
<p><a href="http://flashfiction.com.br/wp-content/uploads/2017/07/FF-392.png"><img class="aligncenter wp-image-2322 size-large" src="http://flashfiction.com.br/wp-content/uploads/2017/07/FF-392-1024x385.png" alt="FF-#392" width="610" height="229" /></a></p>
<p style="text-align: center;">#1 - <a title="Da velhice que se escolhe" href="http://flashfiction.com.br/da-velhice-que-se-escolhe/" target="_blank">Da velhice que se escolhe</a></p>
<blockquote><p>&#8220;De longe, o que mais gosto neste conto é a transição. Já trabalhei com transições de diferentes tipos antes aqui nos drops, mas não lembro de ter cortado assim abruptamente da primeira pra terceira pessoa (o oposto com certeza já). Engraçado como considerar isso agora alarga um sentido que não me havia ocorrido; Bulvar está tão desligado do seu passado que só nos é revelado, ao leitor, pela lente impessoal da terceira pessoa. Gosto da nostalgia reverberante que se esconde em poucos parágrafos, de como este mundo medieval parece muito maior do que nos é permitido saber. E de como a repentina queda de um personagem que conhecemos tão pouco toca tão profundamente. Eu desmorono quando releio esse conto até o fim, ficando naquele suspiro automático de &#8216;putz, vida ingrata&#8217;.&#8221;</p></blockquote>
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		<title>400 drops</title>
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		<pubDate>Wed, 27 Sep 2017 17:12:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Flash Fiction]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>

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		<description><![CDATA[<p><a href="http://flashfiction.com.br/wp-content/uploads/2017/09/400-drops.png"><img class="aligncenter wp-image-2384 size-medium" src="http://flashfiction.com.br/wp-content/uploads/2017/09/400-drops-300x212.png" alt="400 drops" width="300" height="212" /></a></p>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://flashfiction.com.br/wp-content/uploads/2017/09/400-drops.png"><img class="aligncenter wp-image-2384 size-medium" src="http://flashfiction.com.br/wp-content/uploads/2017/09/400-drops-300x212.png" alt="400 drops" width="300" height="212" /></a></p>
<p style="text-align: center;">Olá, caro(a) leitor(a) do FF!</p>
<p style="color: rgb(29, 33, 41); text-align: center;">Com o drop desta última semana de setembro de 2017, alcançamos a marca de 400 publicações no Flash Fiction. Grato pela sua companhia aqui no site, na newsletter, no facebook, no twitter; essas pirações literárias só surtem efeito com a leitura, sempre generosa, dos tripulantes que resolveram embarcar nesse navio à deriva. Há muito mais pela frente, territórios que desconheço, e sigo explorando.</p>
<p style="color: rgb(29, 33, 41); text-align: center;">Vambora <span class="_47e3 _5mfr" title="Emoticon smile"><img class="img" src="https://www.facebook.com/images/emoji.php/v9/fa5/1.5/16/1f642.png" alt="" width="16" height="16" /></span></p>
<p style="color: rgb(29, 33, 41); text-align: center;">- santiago</p>
<p style="text-align: center;">
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		<title>Retrospectiva 2016 do Flash Fiction</title>
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		<pubDate>Wed, 21 Dec 2016 23:27:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Flash Fiction]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>

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		<description><![CDATA[<p>Em 2016 foram publicados 46 drops inéditos no Flash Fiction.</p>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Em 2016 foram publicados 46 drops inéditos no Flash Fiction.</p>
<p>Fechando a conta, faremos aquela retrospectiva marota. Nosso mestre, Santiago Santos, resolveu nesse ano de vacas magras bancar apenas um engradado de Brahma litrão com amendoim (apesar dos nossos pequenos estômagos de duendes, bebemos bastante) na festa de encerramento. Registramos sua lista e seus comentários, que começaram lá pela sétima garrafa. Vale lembrar que são escolhas baseadas sobretudo no seu achismo sentimental (e duvidoso), sem o menor apreço pelo retorno dos leitores ou pelo apuro formalístico, pela força do enredo, pela linguagem inovadora, por qualquer técnica em que pudesse respaldar algo. Sabemos há muito que ele é fanfarrão, mas foi o único humano que considerava a CLT na época, e já nos afeiçoamos a ele a essa altura.</p>
<p>Valem as menções honrosas que figuraram nas nossas listas pessoais (somos gente também, gente) com maior frequência: o hit à la Stranger Things &#8220;<a title="Das desvantagens de fazer sempre o mesmo caminho pra escola" href="http://flashfiction.com.br/das-desvantagens-de-fazer-sempre-o-mesmo-caminho-pra-escola/" target="_blank">Das desvantagens de fazer sempre o mesmo caminho pra escola</a>&#8220;, o retrato distópico de uma avó lutando contra a fome em &#8220;<a title="Estácio foi buscar ajuda" href="http://flashfiction.com.br/estacio-foi-buscar-ajuda/" target="_blank">Estácio foi buscar ajuda</a>&#8221; e a ambiciosa série em 7 capítulos Despiolhado no Comatório, baseada no primeiro álbum do The Mars Volta (que se inicia com o &#8220;<a title="Percepção extra-sensorial inerciática [Despiolhado no Comatório - parte 1]" href="http://flashfiction.com.br/percepcao-extra-sensorial-inerciatica/" target="_blank">Percepção extra-sensorial inerciática</a>&#8220;), onde Santiago realmente despirocou (nessa época ele ficou tão loko que só saía da cama se Mimi fizesse cookies de chocolate amargo).</p>
<p>Boas festas, boas leituras e nos encontramos aqui depois do recesso.</p>
<p>Até 2017!</p>
<h4 style="text-align: center;">TOP 5 do Flash Fiction em 2016</h4>
<p style="text-align: center;"><a href="http://flashfiction.com.br/wp-content/uploads/2016/02/FF-322.png"><img class="alignnone wp-image-1848 size-full" src="http://flashfiction.com.br/wp-content/uploads/2016/02/FF-322.png" alt="FF-#322" width="603" height="227" /></a></p>
<p style="text-align: center;">#5 - <a title="O último banquete do Mão Santa" href="http://flashfiction.com.br/o-ultimo-banquete-do-mao-santa/" target="_blank">O último banquete do Mão Santa</a></p>
<blockquote><p>&#8220;Um bom exemplo de conto que nasce de uma frase: &#8216;Guerreirão bate no peito e arrota frango com brahma&#8217;. Achei tão caminhoneiristicamente poética que fui obrigado a escrever algo que se encaixasse. Morei muitos anos no Araés, ouvindo os pagodes e sambas do João Cavalo ainda que a boas quadras de distância, e sempre gostei de imaginar aquela área, em especial a rua do bar, de casas velhas e rebaixadas do nível da calçada, como o reduto de uma cuiabania que não se deixa renovar, ainda que afunilada por grandes avenidas de todos os lados. Daí pro Guerreiro, que volta pra tomar o lugar de seu pai no núcleo da bandidagem local, foi um pulo. Gosto sobretudo da linguagem do drop e de algumas imagens poéticas como &#8216;fritas na tampa da goela&#8217; e &#8216;peitinho na sinfonia do sono esfomeado&#8217;.&#8221;</p></blockquote>
<hr />
<p style="text-align: center;"><a href="http://flashfiction.com.br/wp-content/uploads/2016/10/FF-358.png"><img class="alignnone wp-image-2106 size-large" src="http://flashfiction.com.br/wp-content/uploads/2016/10/FF-358-1024x385.png" alt="FF-#358" width="610" height="229" /></a></p>
<p style="text-align: center;"> #4 - <a title="Da fumaça que faz família" href="http://flashfiction.com.br/da-fumaca-que-faz-familia/" target="_blank">Da fumaça que faz família</a></p>
<blockquote><p>&#8220;Difícil falar desse conto sem estragar a surpresa pro leitor. Então deixa eu estragar logo. Foi uma daquelas ideias que tive lendo não lembro o quê e anotei no celular, de um conto narrado por personagens diferentes, sucessivos em uma mesma linhagem, que se confundem com os narradores anteriores. A anotação levou anos pra virar um drop focado em quatro filhas cujo tema central é o cigarro, em especial o vício do tataravô da última narradora, avô da primeira, que marca as gerações seguintes. A falta de divisória e a abertura recorrente &#8216;Minha mãe&#8217; são formas de explicitar essa corrente inquebrável que liga as gerações de uma família, fadadas a reviver tantos erros e acertos, muitas vezes sem a mínima consciência disso.&#8221;</p></blockquote>
<hr />
<p style="text-align: center;"><a href="http://flashfiction.com.br/wp-content/uploads/2016/10/FF-357.png"><img class="alignnone wp-image-2101 size-large" src="http://flashfiction.com.br/wp-content/uploads/2016/10/FF-357-1024x385.png" alt="FF-#357" width="610" height="229" /></a></p>
<p style="text-align: center;"> #3 - <a title="A senhora Nora está indisposta" href="http://flashfiction.com.br/a-senhora-nora-esta-indisposta/" target="_blank">A senhora Nora está indisposta</a></p>
<blockquote><p>&#8220;Este drop foi resultado de uma proposta do grupo de escritorxs da Oficina da Palavra, que se reúne em Cuiabá pra discutir e produzir literatura. O ponto de partida foi Cortázar, após uma análise inicial da sua obra: um conto de realismo fantástico nos seus moldes. Já me inspirei muito no Cortázar ao longo dos anos, é talvez minha maior influência na produção de contos. A senhora Nora é um tipo de personagem potente, de uma gravidade enorme, e a maneira mais efetiva de contrastar isso com a normalidade do cotidiano da casa foi trazer prum plano inferior esse relacionamento familiar com a faxineira, supostamente a nossa protagonista, que o tempo não conseguiu apagar.&#8221;</p></blockquote>
<hr />
<p style="text-align: center;"><a href="http://flashfiction.com.br/wp-content/uploads/2016/11/FF-361.png"><img class="alignnone wp-image-2161 size-large" src="http://flashfiction.com.br/wp-content/uploads/2016/11/FF-361-1024x385.png" alt="FF-#361" width="610" height="229" /></a></p>
<p style="text-align: center;">#2 - <a title="Da precisa genialidade de Mesquita Sá" href="http://flashfiction.com.br/da-precisa-genialidade-de-mesquita-sa/" target="_blank">Da precisa genialidade de Mesquita Sá</a></p>
<blockquote><p>&#8220;Descaradamente baseado em Roberto Bolaño. Fiquei apaixonado pelo romance-mosaico 2666 e deixei, como de costume, o que lia transparecer nos drops. Mesquita Sá seria um Benno von Archimboldi brasileiro, um escritor eremita de obra vasta com críticos ferrenhos. Creio que cada uma das 5 partes do livro inspirou ao menos um drop. Este remete à primeira, dos críticos de Archimboldi tentando encontrá-lo no México ao mesmo tempo em que procuram um sentido pras suas vidas. As discussões acadêmicas, os congressos, as dúvidas a respeito das intenções do autor; tudo isso me fascinou e me fascina, sobretudo saber que, como parece ter acontecido com Mesquita Sá, certos acidentes da literatura soam geniais mas não passam disso, na origem: acidentes. O caudaloso primeiro parágrafo é ainda o que mais me encanta na releitura.&#8221;</p></blockquote>
<hr />
<p style="text-align: center;"><a href="http://flashfiction.com.br/wp-content/uploads/2016/12/FF-365.png"><img class="alignnone wp-image-2181 size-large" src="http://flashfiction.com.br/wp-content/uploads/2016/12/FF-365-1024x385.png" alt="FF#-365" width="610" height="229" /></a></p>
<p style="text-align: center;">#1 - <a title="Da inútil vantagem de dizer adeus" href="http://flashfiction.com.br/da-inutil-vantagem-de-dizer-adeus/" target="_blank">Da inútil vantagem de dizer adeus</a></p>
<blockquote><p>&#8220;O que me pega neste drop é o final. Gosto muito dos finais abertos, mas gosto também quando há um fechamento, uma sentença que amarre tudo que veio antes. É o que torna esse encontro breve, o retorno da mãe desaparecida, tão potente. Foi inspirado pela segunda parte do 2666 (Bolaño), quando a esposa de Amalfitano o abandona pra vagar pelo mundo, maltrapilha, dependendo exclusivamente da vontade de estranhos. Nos últimos tempos tenho percebido uma acentuada presença de núcleos familiares nos drops (vide esta retrospectiva), de encontros e desencontros geracionais. Penso que são mesmo os enlaces afetivos mais potentes que criamos, na verdade criados pra nós antes de nascermos, que se tornam, via de regra, inescapáveis. Não é surpresa que derive daí tanta pulsão literária. Mesmo aqueles que vão embora afetam profundamente os que ficam.&#8221;</p></blockquote>
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		<title>Novo conto na área! &#8211; Emet</title>
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		<pubDate>Mon, 01 Feb 2016 23:50:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Flash Fiction]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>

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		<description><![CDATA[<p>O Flash Fiction volta à ativa essa semana, depois de um longo e tenebroso inverno (na verdade um janeiro bem chuvoso na beira do Rio Cuiabá, à base de peixe frito e caldo de cana, cortesia do patrão Santiago Santos para os duendes que tão laboriosamente se esforçam para deixar nos trinques os drops que você recebe semanalmente no e-mail).</p>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>O Flash Fiction volta à ativa essa semana, depois de um longo e tenebroso inverno (na verdade um janeiro bem chuvoso na beira do Rio Cuiabá, à base de peixe frito e caldo de cana, cortesia do patrão Santiago Santos para os duendes que tão laboriosamente se esforçam para deixar nos trinques os drops que você recebe semanalmente no e-mail).</p>
<p>No nosso retorno à fábrica, fomos gentilmente impelidos a avisar que enquanto descansávamos ele não se rendeu aos apelos do ócio e publicou um conto inédito na Trasgo #09, a revista mais porreta de literatura fantástica nacional. O nome do conto, um legítimo e pedregoso exemplar da ficção weird, se chama &#8220;Emet&#8221;.</p>
<p><a href="http://flashfiction.com.br/wp-content/uploads/2016/02/Trasgo_09_capa_mini.jpg"><img class="size-full wp-image-1832 aligncenter" src="http://flashfiction.com.br/wp-content/uploads/2016/02/Trasgo_09_capa_mini.jpg" alt="Trasgo_09_capa_mini" width="177" height="250" /></a></p>
<p>A Trasgo é uma publicação eletrônica distribuída, a partir desta edição, gratuitamente. É só baixá-la no link no final do e-mail nos formatos epub, mobi ou pdf, e ler no seu PC, celular ou tablet. No site há instruções de como fazer isso (se você ainda não tiver as manhas). São no total 6 contos inéditos de autores nacionais.</p>
<p>O patrão também pediu pra deixarmos aqui o início do conto, na crença de que molhar o bico da criança com um pouquinho de mel vai atiçar, de uma forma não contraditatoriamente imprópria e de forma alguma nebulosa ou ilegal, a boquinha dos leitores costumeiros do Flash Fiction.</p>
<hr />
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong> <span style="text-decoration: underline;">Emet</span></strong></p>
<p style="text-align: center;"><em>Santiago Santos</em></p>
<p>…Abrabrabratôindo&#8230;</p>
<p>&#8230;abrabrabrabrajátôindo…</p>
<p>&#8230;abrabrabrabramasqueporrajádissequetô…</p>
<p>&#8230;abrabrabrabrabra.</p>
<p>A porta me abraça e me cospe pra dentro. Demoro uns bons segundos pra descolar a cara do chão. Aliso a circunferência do rosto. Sempre fico com medo de um trincado ou outro arruinar essa coisinha tchutchuca e gotosa, como minha mãe dizia. Me recomponho e sento no balcão.</p>
<p>— O que vai ser?</p>
<p>— Cardápio?</p>
<p>Ele joga uma tabuleta burilada e corro os olhos pro final.</p>
<p><strong>         BEBIDAS</strong></p>
<p><strong>             . água de termais 48°C</strong></p>
<p><strong>             . água com toques de madrepérola</strong></p>
<p><strong>             . vitamina de lodo com algas marinhas</strong></p>
<p><strong>             . cachaça de gramíneas</strong></p>
<p><strong>             . cerveja outonal</strong></p>
<p>— O que tem nessa cerveja outonal?</p>
<p>— Folhas, galhos de eucalipto, raízes cítricas, restos triturados de insetos— — Que insetos?</p>
<p>— Besouros, formigas e grilos. Mais água de chuva fresca, grama e terra roxa.</p>
<p>— Parece bom.</p>
<p>— É uma delícia. Prata da casa.</p>
<p>— Tá, vê uma.</p>
<p>— Tá em falta, meu chapa.</p>
<p>Peço água quente pra amansar as juntas. Antes fossem só golens por aqui. Somos ríspidos e sérios mas nos entendemos. Não que a gente não se misture com elementais da terra e híbridos animalescos, só não costuma dar muito certo.</p>
<p>Mesmo assim, um elemental sentado sozinho numa mesa nos fundos acena pra mim. Olho ao redor mas sou o único na direção que ele olha. Ando até lá.</p>
<p>— Sim?</p>
<p>— Por que&#8230; demorou tanto? — Ele diz, ou melhor, continua dizendo, mais um pouquinho, pronto. A velocidade da fala dos elementais da terra é notória. Seus concílios duram estações inteiras. Suas discussões mais triviais, dias. Há um esforço, apreciado por todas as outras espécies, de acelerar o que dizem e fazem quando estão perto de nós. Caso contrário a convivência seria impossível. Ainda assim, puxar papo com um deles só é aconselhável se você tiver descansado e com cafeína por perto.</p>
<p>— Desculpa, eu te conheço?</p>
<p>— Agora conhece&#8230; Por favor se sente&#8230; Bo.</p>
<h4 style="text-align: center;">Baixe aqui a edição 09 da Trasgo:<br />
<a title="Trasgo" href="http://trasgo.com.br" target="_blank">trasgo.com.br</a></h4>
<p><a href="http://flashfiction.com.br/wp-content/uploads/2016/02/capa-orig-cecihoney.png"><img class="aligncenter wp-image-1833 size-full" src="http://flashfiction.com.br/wp-content/uploads/2016/02/capa-orig-cecihoney.png" alt="capa-orig-cecihoney" width="562" height="800" /></a></p>
<p style="text-align: center;">Trasgo #09. Editada por Rodrigo van Kampen. Arte da capa por Cecihoney.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Retrospectiva 2015 do Flash Fiction</title>
		<link>http://flashfiction.com.br/retrospectiva-2015-do-flash-fiction/</link>
		<comments>http://flashfiction.com.br/retrospectiva-2015-do-flash-fiction/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 29 Dec 2015 20:09:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Flash Fiction]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>

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		<description><![CDATA[<p style="text-align: left;">Em 2015 foram publicados 77 drops inéditos no Flash Fiction.</p>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: left;">Em 2015 foram publicados 77 drops inéditos no Flash Fiction.</p>
<p style="text-align: left;">Como de praxe, pra fechar o ano faremos uma retrospectiva dos melhores. Durante a festa de confraternização do escritório, em que o patrão Santiago Santos bancou um churrasco de abobrinha recheada com queijo, queijo coalho e pão de alho com queijo (nós, duendes, somos vegetarianos), além de um engradado de cerveja trincando, pude colher alguns depoimentos dele enquanto pilotava a grelha.</p>
<p style="text-align: left;">Vale dizer, é claro, que são os seus 5 drops preferidos. Todos fizemos listas pessoais e diferimos completamente. No entanto, a vontade do mestre prevalece. Complementamos a lista com links e outras infos. Fique à vontade pra discordar. E se perdeu algum desses drops, aproveite as férias pra colocar a leitura em dia.</p>
<p style="text-align: left;">Boas festas, um novo ano repleto de realizações e muita literatura. Obrigada por nos acompanhar e por ler os drops radioativos do Flash Fiction!</p>
<p style="text-align: left;">Até 2016!</p>
<p style="text-align: left;">(Inclusive, aproveito pra avisar que em janeiro desfrutaremos de nossas merecidas férias em alguma praia distante, mas em fevereiro estaremos de volta.)</p>
<h4 style="text-align: center;">TOP 5 do Flash Fiction em 2015</h4>
<p style="text-align: center;"><a href="http://flashfiction.com.br/wp-content/uploads/2015/05/FF-273.jpg"><img class="aligncenter wp-image-1520 size-full" src="http://flashfiction.com.br/wp-content/uploads/2015/05/FF-273.jpg" alt="FF #273" width="603" height="227" /></a></p>
<p style="text-align: center;">#5 &#8211; <a title="Mergulhadores" href="http://flashfiction.com.br/mergulhadores/">Mergulhadores</a></p>
<blockquote><p>“Não lembro o que provocou este conto. Provavelmente nada consciente, como costuma acontecer. A imagem inicial era a de um homem bebendo sozinho no bar, bebendo desesperadamente pra aplacar alguma dor ainda difusa. Quando o homem que chega pra acompanhá-lo é comprimido dentro de um copo, sabia que vinha outro conto maluco pelo caminho. Minha preferência sempre fica com os contos com pegada weird, fantástica, e esse ficou sem dúvida nessa fatia. O desfecho veio na loucura e arrematou o sentido do que eu acabara de escrever. Carga emocional latente. Não importa quão bizarra é a ideia; no fundo estamos sempre falando das mesmas coisas, dos mesmos sentimentos, do que nos move, das eternas perdas e ganhos.”</p></blockquote>
<p style="text-align: left;">O drop <em>Mergulhadores</em> também foi publicado na antologia do projeto <a title="Quebras" href="http://quebras.com.br/">Quebras</a>, idealizado pelo escritor Marcelino Freire e pelo jornalista Jorge Filholini. Após percorrer 15 capitais brasileiras fora do eixo, selecionaram representantes dessas cidades para compor um apanhado da produção ainda virtualmente desconhecida de novos prosadores e poetas. <em>Mergulhadores</em> representou a cidade de Cuiabá.</p>
<hr />
<p style="text-align: center;"><a href="http://flashfiction.com.br/wp-content/uploads/2015/01/FF-244.jpg"><img class="aligncenter wp-image-1368 size-full" src="http://flashfiction.com.br/wp-content/uploads/2015/01/FF-244.jpg" alt="FF #244" width="603" height="227" /></a></p>
<p style="text-align: center;">
<p style="text-align: center;"> #4 &#8211; <a title="A morte do Toupeira" href="http://flashfiction.com.br/a-morte-do-toupeira/">A morte do Toupeira</a></p>
<blockquote><p>“Esse conto nasceu de uma proposta coletiva em uma oficina feita com a escritora Ana Paula Maia. O tema eleito pela sala foi o de escrever sobre um super-herói qualquer numa família de super-heróis. Quando comecei a escrever sabia que o personagem era um excluído por não ter desenvolvido poderes, e sabia que estava num cenário onde enterrava alguém nos restos da casa de sua família. Mas não previa o desfecho, que foi formulado perto do fim. Na maior parte das vezes só descubro o fim da história bem depois da metade. Foi o caso aqui. O personagem é lento, burro, e a construção foi feita com asseverações curtas, infantilizadas e repetitivas.”</p></blockquote>
<p style="text-align: left;">O drop <em>A Morte do Toupeira</em> foi o primeiro a ser publicado em 2015. Ele também se tornou uma <a title="A Morte do Toupeira - narração em áudio" href="https://soundcloud.com/bardo-leo-lin/a-morte-do-toupeira-mp3">narração em áudio</a> realizada por Lauriston Trindade e foi inserido como uma das vinhetas no <a title="Podcast Ghost Writer 48 - Minicontos" href="http://programagw.podomatic.com/entry/2015-03-06T13_22_06-08_00">episódio do podcast Ghost Writer sobre Minicontos</a>, que contou com a participação de Santiago Santos.</p>
<hr />
<p style="text-align: center;"><a href="http://flashfiction.com.br/wp-content/uploads/2015/05/FF-277.jpg"><img class="aligncenter wp-image-1545 size-full" src="http://flashfiction.com.br/wp-content/uploads/2015/05/FF-277.jpg" alt="FF #277" width="603" height="227" /></a></p>
<p style="text-align: center;">
<p style="text-align: center;"> #3 &#8211; <a title="Vocêu" href="http://flashfiction.com.br/voceu/">Vocêu</a></p>
<blockquote><p>“Viagem no tempo é um dos meus temas preferidos. Não foi algo ainda muito explorado no Flash Fiction, apenas num dos primeiros contos, o Cerveja Congelada. Mas rende ótimas histórias. Neste, fiz uma recapitulação da vida do personagem em uma única longa sentença, que deixa o leitor sem fôlego. Queria muito ver esse enfrentamento entre a versão jovem e a versão velha da mesma pessoa. Gosto do desfecho em aberto, sem pontuação. E acho muito comovente o motivo que leva o velho a encontrar o seu antigo eu. É o tipo de história que sempre me emociona nas releituras. Parece, ainda que gravite muito em torno da extensa oração do diálogo, conter um certo tipo de equilíbrio. O resultado final pode desagradar muitos leitores, mas me agrada muito.”</p></blockquote>
<hr />
<p style="text-align: center;"><a href="http://flashfiction.com.br/wp-content/uploads/2015/08/FF-297.jpg"><img class="aligncenter wp-image-1673 size-large" src="http://flashfiction.com.br/wp-content/uploads/2015/08/FF-297-1024x470.jpg" alt="FF #297" width="610" height="279" /></a></p>
<p style="text-align: center;">
<p style="text-align: center;">#2 &#8211; <a title="Raiane" href="http://flashfiction.com.br/raiane/">Raiane</a></p>
<blockquote><p>“Esse conto é um soco. Quando sentei pra escrever tinha acabado de ler Monstros Invisíveis, do Chuck Palahniuk, que é igualmente um soco, uma história transgressora, com personagens fortíssimos. A linguagem chula, encavalada, a violência verbal e física latente, o sexo banalizado, o desespero da falta da pontuação, os desenlaces inesperados; tudo carrega o leitor por uma ladeira cheia de curvas. A admiração que a narradora nutre por Raiane, a dependência, o comprometimento doentio impulsionado pelas drogas; tudo é desesperador. O desfecho é como o resto: um soco. Um conto impactante.”</p></blockquote>
<hr />
<p style="text-align: center;"><a href="http://flashfiction.com.br/wp-content/uploads/2015/12/FF-320.png"><img class="aligncenter wp-image-1817 size-full" src="http://flashfiction.com.br/wp-content/uploads/2015/12/FF-320.png" alt="FF-#320" width="603" height="227" /></a></p>
<p style="text-align: center;">
<p style="text-align: center;">#1 &#8211; <a title="Mascate" href="http://flashfiction.com.br/mascate/">Mascate</a></p>
<blockquote><p>“Ironicamente, o último conto publicado no ano é o meu preferido. Mascate foi escrito no início de 2015 especificamente para um concurso literário do Rio de Janeiro, mas não foi selecionado. Depois disso revisei-o muitas vezes, lapidando-o até chegar ao tamanho aproximado de um drop do Flash Fiction. Quando o escrevi havia acabado de ler o livro de contos Os Cavalinhos de Platiplanto, de José J. Veiga. Não só a ambientação rural como o próprio realismo fantástico do conto são uma influência visível de Veiga. Numa das minhas corridas noturnas, excelentes pra bolar conceitos e idealizar enredos, fiquei com a frase ‘Aquele era um cavalo bom’, que abre o conto, na cabeça. Este conto nasceu de uma frase. Minha preocupação maior era com a linguagem, queria uma fala personalíssima pro personagem que corria o interior do Mato Grosso vendendo panos. O cavalo é o mote do conto. Mas também não é. Embora no final fique aparente que a verdadeira história aqui, seguindo os preceitos de Hemingway, não é a que está sendo contada, as informações são insuficientes para formalizar uma resposta adequada. Tanto o leitor quanto eu, escritor, não tenho as respostas exatas para esse caso. Tenho possíveis interpretações, que já mudaram e devem mudar no futuro. Por tudo o que o conto invoca, e talvez pela própria inexatidão que a narrativa sugere, sempre retumbante nas releituras, creio que este é o meu drop preferido até a presente data.”</p></blockquote>
<p style="text-align: left;">O drop <em>Mascate</em> foi <a title="Mascate no Antessala das Letras" href="http://www.antessaladasletras.com.br/mascate/">publicado anteriormente no Antessala das Letras</a>, projeto encabeçado por Felipe Franco Munhóz e Lidia Ganhito que publica semanalmente novos autores indicados por autores já consagrados, trazendo também ilustradores para produzir peças específicas para estas produções. Santiago Santos foi indicado por Luiz Brás.</p>
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		<title>300 drops e mudanças no cronograma</title>
		<link>http://flashfiction.com.br/300-drops-e-mudancas-no-cronograma/</link>
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		<pubDate>Fri, 14 Aug 2015 21:49:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Flash Fiction]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>

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		<description><![CDATA[<p style="text-align: center;"><a href="http://flashfiction.com.br/wp-content/uploads/2015/08/poster-300.jpg"><img class="alignnone wp-image-1694 size-medium" src="http://flashfiction.com.br/wp-content/uploads/2015/08/poster-300-238x300.jpg" alt="poster 300" width="238" height="300" /></a></p>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><a href="http://flashfiction.com.br/wp-content/uploads/2015/08/poster-300.jpg"><img class="alignnone wp-image-1694 size-medium" src="http://flashfiction.com.br/wp-content/uploads/2015/08/poster-300-238x300.jpg" alt="poster 300" width="238" height="300" /></a></p>
<p style="text-align: center;">O Flash Fiction BR nasceu em abril de 2013 como uma página de Facebook.</p>
<p style="text-align: center;">Nesses quase dois anos e meio de projeto muita coisa bacana aconteceu: drops foram publicados em sites, jornais e outros projetos de minicontos, leitores entusiasmados transformaram alguns deles em <a title="Soundcloud Lauriston Trindade" href="https://soundcloud.com/bardo-leo-lin/sets/flash-fiction">narrações em áudio</a>, o projeto ganhou destaque em um <a title="Ghost Writer Minicontos" href="http://programagw.podomatic.com/entry/2015-03-06T13_22_06-08_00">podcast sobre minicontos</a>, o site do FF nasceu e continua firme e forte, entre outras pequenas vitórias.</p>
<p style="text-align: center;">Essa semana atingimos a marca de 300 drops. No início cometi a loucura de postá-los diariamente. Com o tempo, a frequência diminuiu, chegando a dois por semana.</p>
<p style="text-align: center;">A marca dos 300 marca também uma frequência ainda mais enxuta: agora o FF é semanal, com publicação nova por aqui toda terça-feira.</p>
<p style="text-align: center;">Tenho me dedicado simultaneamente a outros projetos literários de maior fôlego, e espero em breve voltar aqui com novidades pra vocês. Por enquanto continuamos viajando na maionese às terças, com promessas de insanidade renovadas e engatilhadas.</p>
<p style="text-align: center;">Santiago Santos</p>
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		<title>Flash Fiction no Podcast Ghost Writer</title>
		<link>http://flashfiction.com.br/flash-fiction-no-podcast-ghost-writer/</link>
		<comments>http://flashfiction.com.br/flash-fiction-no-podcast-ghost-writer/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 10 Mar 2015 20:47:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Flash Fiction]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>

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		<description><![CDATA[<p>O Ghost Writer é um podcast literário produzido no Rio de Janeiro, trazendo a cada edição um tema diferente. Já falaram sobre Nelson Rodrigues, Stephen King, Neil Gaiman, Bernard Cornwell, entrevistaram Carola Saavedra, André Vianco, Eduardo Spohr, discutiram escrita acadêmica, e-books, eventos literários, RPG e muito mais.</p>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>O Ghost Writer é um podcast literário produzido no Rio de Janeiro, trazendo a cada edição um tema diferente. Já falaram sobre Nelson Rodrigues, Stephen King, Neil Gaiman, Bernard Cornwell, entrevistaram Carola Saavedra, André Vianco, Eduardo Spohr, discutiram escrita acadêmica, e-books, eventos literários, RPG e muito mais.</p>
<p>A última edição foi sobre minicontos, episódio para o qual fui convidado para falar a respeito do Flash Fiction, junto do escritor Luiz Bras e do resenhista e pesquisador de literatura fantástica Cesar Silva. Falamos sobre as definições do miniconto, seu início e desenvolvimento no Brasil, quadrinhos x literatura, nossa produção atual, método de criação e os projetos que vêm pela frente, além de recomendar mais material do tipo para quem curte ler esses drops que são a marca registrada do Flash Fiction. Como o objetivo do podcast é sempre gravar algo descontraído, estilo &#8220;papo de bar&#8221;, as quase duas horas do programa fluem fácil.</p>
<p>A produção do cast também solicitou ao veterano narrador de contos do mestre H. P. Lovecraft, Lauriston Trindade, a narração de 4 minicontos do catálogo do Flash Fiction especialmente para o episódio, que foram inseridos durante o programa (conheça o trabalho do Lauriston <a href="http://www.sitelovecraft.com/audiobooks.html" title="Audiobooks narrados por Lauriston Trindade">AQUI</a>).</p>
<p>Para ouvir ou fazer o download do episódio, é só clicar <a href="http://programagw.podomatic.com/entry/2015-03-06T13_22_06-08_00" title="Podcast Ghost Writer 48 - Minicontos">AQUI</a>. Disponibilizaram também apenas as 4 narrações separadas, como um bônus, que podem ser conferidas <a href="http://programagw.podomatic.com/entry/2015-03-08T08_29_10-07_00" title="Bônus - 4 áudio contos Flash Fiction">AQUI</a>.</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Recesso de fim de ano!</title>
		<link>http://flashfiction.com.br/recesso-de-fim-de-ano/</link>
		<comments>http://flashfiction.com.br/recesso-de-fim-de-ano/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 16 Dec 2014 21:30:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Flash Fiction]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://flashfiction.com.br/?p=1290</guid>
		<description><![CDATA[<p>Caros leitores do Flash Fiction, entramos agora oficialmente em recesso para recarregar as baterias e retornar tinindo em janeiro de 2015. A todos que compartilharam, curtiram, indicaram e ajudaram a divulgar os minicontos, só tenho a agradecer. O sucesso se deve em grande parte a vocês (sabem quem são). E aos leitores, os de sempre e os ocasionais, meu muito obrigado. Os drops só se realizam efetivamente na leitura. Espero que tenham deixado um gostinho de ficção entranhado nos dentes.</p>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Caros leitores do Flash Fiction, entramos agora oficialmente em recesso para recarregar as baterias e retornar tinindo em janeiro de 2015. A todos que compartilharam, curtiram, indicaram e ajudaram a divulgar os minicontos, só tenho a agradecer. O sucesso se deve em grande parte a vocês (sabem quem são). E aos leitores, os de sempre e os ocasionais, meu muito obrigado. Os drops só se realizam efetivamente na leitura. Espero que tenham deixado um gostinho de ficção entranhado nos dentes.</p>
<p>Um breve resumo do ano: além de lançarmos o site do projeto, que antes era apenas uma página do Facebook, publicamos 65 minicontos (totalizando 243 até agora, confira <a title="Índice" href="http://flashfiction.com.br/indice">aqui </a>o índice completo, e começamos uma parceria com o jornal Diário de Cuiabá, que republica os drops toda semana (e continuará durante o recesso), além de publicar ocasionalmente em outros veículos e projetos.</p>
<p>No Facebook fizemos o encerramento das atividades com um Top 3 dos Flash Fiction deste ano, acompanhados de alguns comentários. Essas escolhas não refletiram de maneira alguma qualquer critério objetivo, apenas um bem subjetivo: foram os preferidos do autor.</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="text-decoration: underline;">Top 3 Flash Fiction 2014!</span></strong></p>
<p style="text-align: left;"><strong>#3 &#8211; <a title="Alvariomano" href="http://flashfiction.com.br/alvariomano-189">Alvariomano</a></strong></p>
<p>Palavrinha do autor:</p>
<blockquote><p>&#8220;Monstros fascinam. Esse conto, como a maioria dos publicados no Flash Fiction, surgiu de uma fagulha, sem previsão alguma do final a não ser no último parágrafo. A ideia do ódio personificado convivendo tão intimamente com o narrador me deixa desnorteado a cada releitura. O que me atrai nele não é somente o desfecho circular, mas a aparente secura, naturalidade e inevitabilidade da narrativa em primeira pessoa.&#8221;</p>
<p>&nbsp;</p></blockquote>
<p style="text-align: left;"><strong>#2 &#8211; <a title="Quatro segundos" href="http://flashfiction.com.br/quatro-segundos-202">Quatro segundos</a></strong></p>
<p>Palavrinha do autor:</p>
<blockquote><p>&#8220;Esse miniconto foi feito sob encomenda pro projeto de ficção pulp <a title="Revista Lama" href="http://revistalama.blogspot.com.br">Revista Lama</a>, com o tema Tumbas &amp; Lápides. A intenção foi desviar do percurso natural que o tema evoca. O morto-vivo está inserido na história mas o foco foi a velha ideia de que o sentimento sobrevive à morte, chegando nisso pelo caminho oposto ao que se costuma ver no gênero terror. Soou arriscado, perigando o melodrama, mas como todo o resto na ficção, me parece que não é exatamente a temática que limita e delimita a narrativa, e sim a forma em que se escolhe fazê-la. A linguagem é seca, áspera, até chula, e contrasta. Gosto particularmente do final, sempre fisga um sorriso. Contrariando a máxima de que são os finais imprevistos que geram bons contos no Flash Fiction, o Quatro Segundos nasceu justamente do final.&#8221;</p>
<p>&nbsp;</p></blockquote>
<p style="text-align: left;"><strong>#1 &#8211; <a title="Bang bang" href="http://flashfiction.com.br/bang-bang">Bang bang</a></strong></p>
<p>Palavrinha do autor:</p>
<blockquote><p>&#8220;Meu preferido da leva, sem dúvida. É uma história muito simples, muito direta. Um vislumbre evocativo de faroeste. A sacada do final me desperta uma simpatia enorme e significa a história. Paternidade/maternidade é um tema fortíssimo a que recorro constantemente. Esse recorte tão preciso do miniconto funciona bem demais com momentos de tensão, de apreensão, com os momentos maiores da vida de um personagem. A narrativa do Costurra é bem isso: começa com ele se equilibrando na ponta do precipício e acaba com ele se segurando na borda com o dedo mindinho.&#8221;</p></blockquote>
<hr />
<p>Até 2015!</p>
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