Desço de Chapada desmantelado no banco de trás do carro. Lembro de começar com uma cerva num dos baguncinhas da praça e horas mais tarde bebericar um corotinho no gramado da igreja, de apostar corrida na descida entre os postos de combustível, de escrever o nome com mijo na parede de uma rua de casas com cercas tortas.
Neblina na saída pra estrada e na altura do Portão do Inferno. Na Sal...
Acorda muito cedo. Se arruma, faz o café da manhã na cozinha, prepara o suco de laranja e volta pro quarto. Ergue o colchão, se equilibra no primeiro degrau segurando a travessa, desce lentamente até o fundo e abre a porta do quarto. Deixa o café da manhã preparado na mesa de canto e parte pro trabalho.
Acorda, senta-se à mesa de canto e toma o café da manhã. Se arruma, pega o terno es...
No último livro de Mesquita Sá, um romance que envolve um triângulo amoroso de traficantes gays na fronteira com a Bolívia, um novo tipo de droga sintetizada a partir da folha de coca (mais uma), um tiroteio épico em Santa Cruz e muitos, muitos monólogos de parágrafos enormes, há uma frase que vem provocando discussões entre seus críticos, discussões que já descambaram, pelo menos uma ...