Baldo e a sola furada

Baldo se abaixou, deitando a palma da mão na terra.

É, tá quente, seu Ferreira. Não te falei? É essa terra amaldiçoada. Sabe, o senhor pode não tá tão longe da verdade. Cadê o seu filho?

O homem foi buscar o filho na casa. O garoto veio, apoiado em duas muletas, um dos pés enfaixado. Baldo observou a palidez do moleque, usando um macacão sem camisa por baixo, todo suado. Me conta...

 

Das minhas férias em termas tibetanas

Contraqwert me aconselhou a trazer uma sunga. Agora eu entendo. As águas termais deste resort tibetano são mesmo incríveis. Uma massagem no espírito, dizem as propagandas.

Subo enrolado numa toalha e vejo Contraqwert mexendo no computador, dois copos com sombrinhas penduradas nas bordas, ao seu lado, vazios.

Enchendo a cara antes do trabalho?, digo. Pedi sem álcool, diz ele.

Visto me...

 

Dos meus dias de sushiman

Contraqwert tá certo. A umidade dessa cidade é uma bosta. Já é a quinta camiseta que uso hoje.

Fatio o peixe em tiras iguais. Assento na ponta da faca e jogo na chapa, cada cliente de frente pra uma. Eles temperam como preferem. Uns com cominho. Outros com pimenta do reino. Sal rosa. Ervas finas. Alho e cebola. Canela. Azeite. Quinze segundos e viro com o garfo. Começo a fatiar outro filé...

 

« Carregar mais posts