A cidade e os símbolos

Aberá se esconde do mundo na simplicidade de suas linhas. Quando o viajante adentra a floresta e segue por qualquer trilha, corta a cidade como um facão afiado decepa um pescoço.

Atravessa as ruas, segue pelas casas e vendas e igrejas, pisa nos jardins, chuta os piões e as bolas das crianças, cheira as panelas de galinhada e feijão preto, sente a brisa da esquina em que há muito um morib...

 

Syuasuarána

Do fundo da mata o rugido. Não deu em nada. Milhó. Que pra lidar com trem assim só homem com corage e falta demais dessa aqui nesse moço.

Moço é bão de dizer que vive só cos trem que Macu deu, que hora que Macu quiser tirar é sopro na oreia e pé na cova e algum sortudo fica cos óios e o resto bicharada divide com presteza. Mas não é só bicharada encarando com língua molhada não,...

 

A cidade e o desejo

É sabido que aquele que deseja chegar a Eloá já chegou. Há algo de evocativo nas pilastras que ladeiam a entrada, marcadas com símbolos de giz branco pelos monges, mas admirá-las com a devida atenção é impossível devido à arrebatadora visão da cidade que toma forma centenas de metros abaixo.

Os habitantes de Eloá são muito solícitos com qualquer viajante, e é possível conhecer ...

 

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