A busca onírica de Alberto Carter

A primeira e única vez em que conversou com os sacerdotes Nasht e Kaman-Thah na caverna da flama, Alberto sentia uma coceira incansável nos dedos da mão direita. Contrariando suas recomendações, desceu os setecentos degraus até o Portão do Sono Profundo e adentrou as Terras do Sonhar.

Quando pisou entre os ramos retorcidos das árvores da Floresta Encantada, a mão latejava em carne viva...

 

A cidade e os símbolos

Aberá se esconde do mundo na simplicidade de suas linhas. Quando o viajante adentra a floresta e segue por qualquer trilha, corta a cidade como um facão afiado decepa um pescoço.

Atravessa as ruas, segue pelas casas e vendas e igrejas, pisa nos jardins, chuta os piões e as bolas das crianças, cheira as panelas de galinhada e feijão preto, sente a brisa da esquina em que há muito um morib...

 

Syuasuarána

Do fundo da mata o rugido. Não deu em nada. Milhó. Que pra lidar com trem assim só homem com corage e falta demais dessa aqui nesse moço.

Moço é bão de dizer que vive só cos trem que Macu deu, que hora que Macu quiser tirar é sopro na oreia e pé na cova e algum sortudo fica cos óios e o resto bicharada divide com presteza. Mas não é só bicharada encarando com língua molhada não,...

 

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