Da estrutura insistente da chama

Esturricando. Mais que isso. Cheiro de algo carbonizado que continua queimando, plástico que cozinha na panela de seu sangue artificial, cinza prensada sobre cinza ardendo no coração de um carvão infindável. Cheiro que faz arder a gengiva, seca os olhos, escala as narinas e ferra as cartilagens como faca enfiada e torcida por mão treinada.

Há semanas que acordo com esse cheiro impregnado...

 

O barão sob o castelo

Mig fez o sinal e ficamos quietos. Pensei que tivéssemos chegado na cripta, mas eu já havia concluído isso antes, mais de uma vez, e o labirinto subterrâneo continuava nos eludindo. Fibá ficou de pé na ponta do corredor pelo qual havíamos acabado de passar, olhando para trás. Fiumara, que carregava o lança-chamas, sentou numa pedra e descansou o maçarico da mangueira nas pernas. Aza paro...

 

Faróis esfaqueando a chuva

Rógevaldo, leva essa Brahma lá fora.

Claro, dona Deva.

Róge pega pelo pescoço, o corpo embranquecido. Desvia das mesas do salão do bar e abre a porta de tela. Na varanda, o desconhecido empinando a cadeira nos pés traseiros, pernas cruzadas sobre a amurada de madeira, cigarro enfiado nos dedos do braço caído ao lado do corpo, camisa aberta e o pelo do peito pulando pro alto, calça m...

 

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