Faróis esfaqueando a chuva

Rógevaldo, leva essa Brahma lá fora.

Claro, dona Deva.

Róge pega pelo pescoço, o corpo embranquecido. Desvia das mesas do salão do bar e abre a porta de tela. Na varanda, o desconhecido empinando a cadeira nos pés traseiros, pernas cruzadas sobre a amurada de madeira, cigarro enfiado nos dedos do braço caído ao lado do corpo, camisa aberta e o pelo do peito pulando pro alto, calça m...

 

Catálogo arbitrário das tuas reações

Acho que se você tivesse aqui, primeiro reclamaria do preço e depois encheria o prato de croissants e omelete e bacon e diria que, afinal, não é todo dia, não é mesmo, Rê, a gente pode fazer graça de vez em quando. Engraçado como tenho pensado nisso, nas tuas reações, tão diferentes das minhas. Vira e mexe me pego com um sorrisinho besta na boca diante do garçom, do porteiro, da caixa...

 

Das excursões da memória

A van estaciona na frente do camelô, em uma vaga apertada que faz raspar as calotas nas tartarugas. O guia desce, abre a porta, o grupo vai saindo aos poucos. Alguns usam chapéu de aba larga, vários usam óculos de sol, uma senhora abre o protetor solar e passa nos braços. Ele anda até o semáforo e aguarda o verde da faixa de pedestres. Atravessam. No elevado da Prainha que é a espinha da a...

 

« Carregar mais posts