De códigos genéticos e pães franceses

A lembrança da turbulência do voo ainda irritava o estômago de Nilesh enquanto seguia Manu pelas vielas do Coophamil. Fome, mãe sagrada de todas as necessidades. Fome de vida, no caso, uma vida de rei em Singapura desperdiçada pelo equilíbrio mal calculado entre blackjack, puteiros e uísque. A Louva-Deus Sagrado o colocou para correr sem muito mais que a roupa do corpo e os dentes da boca.
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Ilhas Sobrevoam a Terra Ratchada

Viu dois moleques parados na beira do rio, na entrada pro Bosque da Saúde. Remou, uma remada aqui, outra ali, mais outra, até lá. O que vão querer?, disse, sentindo o choque da ponta do bote com a terra. Os moleques tinham capas de caderno penduradas com arame na cintura. Eles ofereceram quatro mangas, uma delas amassada. Olhou pro fundo do bote. Pegou um antebraço com a mão inteira, todos o...

 

De Propósitos Virtualmente Revelados

Eu tinha uma vida de tobó antes de entrar pra Djorúbo. Sem ambição, sem adrenalina. Eu preenchia ela com horas e horas de Carnation, upando meus personagens, e com o pastel de queijo da esquina, o que explica o pânceps avantajado. A faculdade meia bomba era uma fachada bem arquitetada pra manter meus pais na paz de espírito necessária, evitando a seca do repasse mensal de Tóquio que paga m...

 

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