Recesso de fim de ano!
Caros leitores do Flash Fiction, entramos agora oficialmente em recesso para recarregar as baterias e retornar tinindo em janeiro de 2015. A todos que compartilharam, curtiram, indicaram e ajudaram a divulgar os minicontos, só tenho a agradecer. O sucesso se deve em grande parte a vocês (sabem quem são). E aos leitores, os de sempre e os ocasionais, meu muito obrigado. Os drops só se realizam efetivamente na leitura. Espero que tenham deixado um gostinho de ficção entranhado nos dentes.
Um breve resumo do ano: além de lançarmos o site do projeto, que antes era apenas uma página do Facebook, publicamos 65 minicontos (totalizando 243 até agora, confira aqui o índice completo, e começamos uma parceria com o jornal Diário de Cuiabá, que republica os drops toda semana (e continuará durante o recesso), além de publicar ocasionalmente em outros veículos e projetos.
No Facebook fizemos o encerramento das atividades com um Top 3 dos Flash Fiction deste ano, acompanhados de alguns comentários. Essas escolhas não refletiram de maneira alguma qualquer critério objetivo, apenas um bem subjetivo: foram os preferidos do autor.
Top 3 Flash Fiction 2014!
#3 – Alvariomano
Palavrinha do autor:
“Monstros fascinam. Esse conto, como a maioria dos publicados no Flash Fiction, surgiu de uma fagulha, sem previsão alguma do final a não ser no último parágrafo. A ideia do ódio personificado convivendo tão intimamente com o narrador me deixa desnorteado a cada releitura. O que me atrai nele não é somente o desfecho circular, mas a aparente secura, naturalidade e inevitabilidade da narrativa em primeira pessoa.”
#2 – Quatro segundos
Palavrinha do autor:
“Esse miniconto foi feito sob encomenda pro projeto de ficção pulp Revista Lama, com o tema Tumbas & Lápides. A intenção foi desviar do percurso natural que o tema evoca. O morto-vivo está inserido na história mas o foco foi a velha ideia de que o sentimento sobrevive à morte, chegando nisso pelo caminho oposto ao que se costuma ver no gênero terror. Soou arriscado, perigando o melodrama, mas como todo o resto na ficção, me parece que não é exatamente a temática que limita e delimita a narrativa, e sim a forma em que se escolhe fazê-la. A linguagem é seca, áspera, até chula, e contrasta. Gosto particularmente do final, sempre fisga um sorriso. Contrariando a máxima de que são os finais imprevistos que geram bons contos no Flash Fiction, o Quatro Segundos nasceu justamente do final.”
#1 – Bang bang
Palavrinha do autor:
“Meu preferido da leva, sem dúvida. É uma história muito simples, muito direta. Um vislumbre evocativo de faroeste. A sacada do final me desperta uma simpatia enorme e significa a história. Paternidade/maternidade é um tema fortíssimo a que recorro constantemente. Esse recorte tão preciso do miniconto funciona bem demais com momentos de tensão, de apreensão, com os momentos maiores da vida de um personagem. A narrativa do Costurra é bem isso: começa com ele se equilibrando na ponta do precipício e acaba com ele se segurando na borda com o dedo mindinho.”
Até 2015!
