A coceira na nuca me acorda, pontadas nas laterais do crânio. A vista se ajusta, o drokkar sentado no chão, na minha frente, escrevendo com o dedo numa tela etérea de plasma. A caligrafia é a de uma linha cheia de curvas suaves, ininterrupta. Ele percebe quando me levanto. Ignora.
O interior da bolha parece o de uma boca humana, camada esponjosa como gengiva, mas dura, devido a uma camada ...
O café fica bem aguado na terceira vez que você coa o mesmo pó. Mas ainda é melhor que água suja. São três fundinhos de copo americano, besteira pra tirar o amargo de fome da boca. Deixo o fogo queimando que se o tempo vira a gente usa as cinzas pra começar outra fogueira mais tarde. Os meninos tão deitados, olhando pro mar lá fora, esperando. Coloco um copinho quente em cada mão e sent...
Gordo esperava as luzes da fábrica se apagarem. A luminosidade borrada das janelas e dos postes tremeluzia pela densidade da água feito um papel erguido contra o vento. Suas mãos flutuavam. Pequenos peixes rodeavam os braços e se embaraçavam, cabeceando prum lado e pro outro, admirados com o novo obstáculo no fundo do rio. Gordo coçou as guelras dos tornozelos num emaranhado de rochas pontu...