Baldo e os choros da noite [#62]

_1982. Outono. Dia de chuva.

Fustibaldo andava pela rua, mascando a pré-guimba do cigarro. Tragou uma última vez e jogou fora. Chegou no endereço. Bom dia, disse se sacudindo para tirar o excesso de água do casaco e dos cabelos. O dono da mansão era um velhinho simpático, cabelos brancos penteados para trás com gel, dentadura nova e reluzente de dentes alinhados. Bom dia, ele respondeu...

 

Toro e Malone [#52]

- Não achei que fosse te encontrar aqui, Malone.
- Você sempre me subestimou, Toro. Mas eu estou na sua cola desde Hong Kong, te persegui pelo submundo londrino e vi enquanto brincava de gato e rato na Champs-Élysées. Você é rápido, mas não tão rápido.
- Por tudo que é sagrado, Malone, eu DEIXEI você me seguir. Lembra quando fumei um cigarro naquele pub perto do Hyde Park, depois ...

 

Baldo e a luz do elevador [#35]

_1980. Uma tarde quente de outono.

Uma nesga de luz nasceu do vão da porta do elevador.

Baldo foi chamado porque o caso desafiava a lógica. O policial o recebeu e explicou o fenômeno. Baldo entrou e apertou o botão do 14º andar. Pouco depois do 13º o elevador travou com um solavanco. A porta se abriu, alguns poucos centímetros, e a luz invadiu o cubículo. Não havia nada atrás da...

 

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