Às vezes, entre uma passada e outra, ela ergue o visor do capacete e sente o vento no rosto, entrando em golfadas e enchendo os cabelos amassados, congelando as orelhas e a ponta do nariz. Se imagina disparando pelo céu impulsionada por um pulo do Bichano, subindo e subindo e perfurando as nuvens e abrindo os braços no ar pastoso que a desacelera, e como num sonho nada no mar de névoa, rodopia...
- Ahhh!
- O que foi?
- Você fala?
- "Você fala?" Ah, claro. Vocês, humanos, são os únicos que podem falar. São os seres pensantes, que governam o mundo com máquinas e dedos opositores. Os bambambãs. Grande merda aqui na floresta, sozinho e ferrado, certo?
- Onde a gente tá? Que ilha é essa?
- É a ilha das fadinhas. Elas cantam musiquinhas bonitas, fazem cafuné, atendem seus pedido...
Você entra sacando a pistola, alterando o modo para ATORDOAR, é claro, pois é o que se faz ao entrar na mansão do seu arqui-inimigo sabendo que sua família foi tomada como refém. Você derruba os dois guardas no topo da escadaria, cada um com um pino eletrizado no peito enquanto vê as balas patinarem no ar ao seu redor e ceder ao peso da gravidade. Você agradece no íntimo as invenções d...