A barba branca tremeu enquanto abria e fechava a boca para proferir as maldições. Pude sentir a raiva, o desejo de vingança exalado no bafo azedo de hidromel. Prenunciou as mortes com tamanha alegria que não parecia um homem que em outros tempos se dedicara inteiramente a Deus. Se por um lado não conseguiu conter a excitação, o álcool ajudando a digerir as emoções, eu tremi de medo, poi...
O rei Rovolod encheu a boca com o conteúdo da caneca e cuspiu tudo fora.
- Mas que desgraça é essa!? Isso não é hidromel de Kôpra!
- É mais do que merece, rei fajuto! Como foi sentir meu mijo roçando sua língua? HAH!
Kehk pulou com as mãos fechadas no peito do guarda mais próximo, arrancando a espada de sua bainha. Norberto, o medroso companheiro do bárbaro, seguiu-o enquant...
Kehk ainda não se habituara aos costumes sutis da civilização, de forma que uma simples conversa era um desafio.
Ele viu na mão do homem um papiro enrolado, selado com um símbolo que conhecia bem: um escudo atravessado por uma flecha. O desenho estampava as armaduras dos nobres das cidades que cercavam seu reino selvagem e as bandeiras hasteadas no alto dos castelos. E transmitia um sent...