Da poesia do óbito
Estou obcecado pela minha morte.
É como gripe mal curada, que volta e meia aparece numa tosse seca, numa coriza teimosa, num latejo na garganta. Não lembro como começou. Nem quando. Entro na cozinha, olho o relógio, abro a porta do carro, apago a luz, enfio um pedaço de pão na boca, ouço o telefone tocando ou uma buzina ou alguém falando alto na rua e me vejo na cama, no leito do hospit...
É como gripe mal curada, que volta e meia aparece numa tosse seca, numa coriza teimosa, num latejo na garganta. Não lembro como começou. Nem quando. Entro na cozinha, olho o relógio, abro a porta do carro, apago a luz, enfio um pedaço de pão na boca, ouço o telefone tocando ou uma buzina ou alguém falando alto na rua e me vejo na cama, no leito do hospit...
