Marcos abrirá os olhos tremendo, a garganta estourada feito parafuso em porca frouxa, voz de motor de fusca. Amaldiçoará o alarme que o enxota do conforto do colchão duro. Descoberto, a proteção perdida nas reviravoltas do sono, exposto ao que a janela entreaberta oferece. Ao lado a esposa adormecida, recém-chegada do trabalho.
Pisará no chão de cimento, alcançará a lâmpada dependur...
Tudo que plantam na esquina do Liceu Cuiabano apodrece. Dá nada. Qualquer hora montam outra coisa pra apodrecê. Cuidado com saporra de calçada quebrada. Anda, olha o tchero do pastel da feira, essa Getúlio bomba no findi, putz, canal. Se fosse cachorro ficava aqui, diliça de tchero, xomano. Passa reto pelo 44, num se dexa levá pelo baguncinha, ovo estralano na tchapa. Moitará. Lembra? Virô...
Braços cruzados. A maior parte do tempo assim. Não abraço, muito menos pra foto. Aperto de mão e olhe lá. Camisa sempre branca ou preta. Aí no retrovisor do carro, no elevador ou no banheiro a verdade me encara. Ali embaixo do braço, variando de tamanho entre um CD e um vinil. A pizza.
Convivo com isso desde adolescente. Hiperidrose, sudorese nas axilas. Não tem nada a ver com gordura, ...