Aquela musa se derrete na minha frente, escorrendo pelas pernas abertas o que eu sorvo com a ponta da língua, com o meio, com os dentes fincados nos pelinhos dourados arrepiados na barba desfeita roçando e subindo, um carinho atrás do joelho, uma risada inocente, inesperada, calada com a língua e um dedo nas dunas inchadas, entrando e acolhido da dor do mundo.
Eu a jogo na cama, como somo...
A verdade é que eu me entendo. Entendo os mecanismos estranhos que trabalham atrás da boca, atrás dos olhos, puxam os lábios pra cima, assim, e enrugam embaixo das sobrancelhas, esse negócio chamado sorriso, que funciona na contramão, se alimenta do contra.
Explico: só consigo ser feliz quando alguém tá triste. Todo tempo livre que tenho saio pra andar no centro. E fico esbarrando na...
Roberto chegou em casa com uma caixa de presente gigantesca. Pousou na mesa. Oi amor, cheguei. Renata ouviu a porta batendo, meteu o marca-página no livro, abriu a gaveta e pegou a caixinha de presente. Foi pra sala. Oi amor, tudo bom? Como foi o dia?
Tudo bem, o pessoal do serviço me segurou lá, quis tomar umazinha. Pô, Beto, justo hoje? No nosso aniversário? Uai, Renata, eu tô sendo s...