Velho tarado [#37]

- Você ainda me quer, bem?
- Claro que quero.

Não adiantava. Kássia vivia perguntando a mesma coisa ao marido e a resposta era sempre a mesma, e isso a deixava louca. Ele era eloquente, tudo bem, isso ele sempre fora. Mas havia algo mais ali. Kássia sabia quando ele respondia algo com aquela certeza natural e quando respondia só por responder.

Esperou um pouco. Nada. Foi pro banhei...

 

Baldo e a luz do elevador [#35]

_1980. Uma tarde quente de outono.

Uma nesga de luz nasceu do vão da porta do elevador.

Baldo foi chamado porque o caso desafiava a lógica. O policial o recebeu e explicou o fenômeno. Baldo entrou e apertou o botão do 14º andar. Pouco depois do 13º o elevador travou com um solavanco. A porta se abriu, alguns poucos centímetros, e a luz invadiu o cubículo. Não havia nada atrás da...

 

Baldo e o Halls preto [#28]

Uma garrafinha de uísque. Um maço de cigarros. Um Halls preto.

Nada do que ela tinha no bolso dava indicação do que acontecera. A garrafa estava fechada, a mão direita enfiada no bolso, envolvendo-a. O maço lacrado. O Halls aberto, apenas o primeiro faltando. Ainda bem que Fustibaldo encontrara a mulher antes da polícia, ou as possíveis pistas já estariam perdidas, misturadas, desfei...

 

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