FLASH FICTION
DROPS RECENTES
Pisa na casa e estremece. Depois da porta, sobre o ladrilho empoeirado, sob o teto teioso, minúsculo naquele santuário, estremece.
O rabisco na parede: o giz de cera que Marquinho ganhou de natal. O quadro: Maria insistindo em alegrar o ambiente. O rachado no azulejo: o martelo caindo de cabeça ao consertar a janela.
Na cozinha as panelas empilhadas no fogão, da maior pra menor; carretei...
Cardoso era feito de terra. Argila. Barro molhado e moldado feito vaso por mãos que sabiam qual linha traçar ao redor dos lábios, sob os olhos, no meio da testa. E era das linhas que se aproveitava para não abrir a boca, para transmitir com um olhar de soslaio a reprovação que derrubava qualquer sucesso, a felicidade vislumbrada nos dentes do sorriso luminoso, a preocupação de sobrancelhas...
Fromer encaixou a pedra na funda e rodou. O goklah, uma grande ave de pelagem amarela e reluzente, cruzou o céu num rasante. O projétil zuniu e encontrou a cabeça do animal numa explosão que afastou os outros goklahs nas proximidades. A chama negra consumiu o animal até a barriga. A metade traseira, chamuscada, caiu na água.
- Maldição, Fromer! De novo usando as pedras explosivas da v...