De Casas Que São Refúgios
Começou como tudo começa. Com palavras.
Edora sentou na escadinha da varanda e abriu o envelope, a caligrafia estilizada que só resistia nos convites de casamento, com maiúsculas rebuscadas e traços suaves e arredondados nas pontas. Um amigo viajante, que assinava Kummelpotz, afirmava estar encantado com sua casa e desejava lhe presentear. Sobre a cerca da varanda, Edora viu um vaso de flo...







