FLASH FICTION
DROPS RECENTES
Ninguém veio.
As vozes voltaram a reverberar, agora entrecruzadas, roucas. Eram balidos, latidos. A escuridão e a segurança do submarino se liquefizeram e deram lugar aos contornos cada vez mais aparentes do teto com uma lâmpada oculta por um plástico fosco. Cerpin aos poucos recobrou o controle do pescoço. Piscou, olhando os arredores. Havia ao seu lado um cirurgião com jaleco branco e ...
Josaldo matou um homem. Agora aguardava, no escritório do delegado, pelo próprio delegado, que via através das persianas abertas e do vidro das janelas, equilibrando nas mãos uma xícarazinha de café. Esquivou de uns tantos policiais, encolhendo a barriga o máximo que conseguia, que não era muito, para serpentar pela delegacia sem derrubar pilhas de papéis, telas de computador e ocasionais...
Cerpin andou pelo deserto até chegar na praia. Sentou numa elevação rochosa na orla e enquanto o céu escurecia encarou o horizonte aquoso. Toda vez que fechava os olhos ouvia vozes desconexas discutindo algo de maneira acirrada. Não entendia o que falavam. Caso se concentrasse elas silenciavam, percebiam alguém à espreita tentando desvendar suas maquinações.
Não seria boa ideia passar...