FLASH FICTION
DROPS RECENTES
Carlinhos ganhou a arma.
Na verdade não ganhou. Ela escorreu dos poros das axilas, um suor pesado e geleioso que desceu enquanto tomava um chope no Seu Maneco e germinou no bolso da calça, um bio resíduo que se ajustou e adquiriu num papo telepático os contornos que o dono queria.
Não deu pra sacar muita coisa, eu sei. Nada que faça sentido. É difícil entender como as regras desse...
Saulo não conseguia dormir.
A culpa não era da falta de sono, nem das luzes entrando pelas frestas da janela, nem do frio. A culpa era do barulho que nascia embaixo da cama, o arranhar pesado e o ronronar ocasional de algo que lembrava um gato se gatos tivessem trezentos quilos e voz rouca. Segurava a ponta do cobertor com os dedinhos suados, olhos arregalados, um medo que eriçava os pelos...
Johnny surpreendeu o auxiliar do xerife com uma coronhada. O homem caiu.
Vivo, então, disse uma voz. Johnny olhou pro lado. Apenas duas celas, e em uma delas Conneby, seu antigo chefe, líder do bando com o qual cavalgou por nove meses antes de ser deixado para morrer. Ele sorria, o dente podre ainda ali, sentado no chão, as costas na parede. Johnny arrastou o auxiliar desmaiado para dentro d...