FLASH FICTION
DROPS RECENTES
A vela gorda estala acima das nossas cabeças, uma música de boas-vindas. A cidade à frente, desde o indistinto ponto longínquo há mais de hora até os prédios, escadarias, mesquitas e casas plantadas nos morros que se exibem em completo fulgor agora, parece sorrir. Convoca os marinheiros deste navio maltrapilho a entrar em suas residências, comer seus pães, beber suas cervejas e dormir com...
Aquela musa se derrete na minha frente, escorrendo pelas pernas abertas o que eu sorvo com a ponta da língua, com o meio, com os dentes fincados nos pelinhos dourados arrepiados na barba desfeita roçando e subindo, um carinho atrás do joelho, uma risada inocente, inesperada, calada com a língua e um dedo nas dunas inchadas, entrando e acolhido da dor do mundo.
Eu a jogo na cama, como somo...
A verdade é que eu me entendo. Entendo os mecanismos estranhos que trabalham atrás da boca, atrás dos olhos, puxam os lábios pra cima, assim, e enrugam embaixo das sobrancelhas, esse negócio chamado sorriso, que funciona na contramão, se alimenta do contra.
Explico: só consigo ser feliz quando alguém tá triste. Todo tempo livre que tenho saio pra andar no centro. E fico esbarrando na...